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Rio Grande do Sul

Artigo

Inclusão de Jovens no Mundo do Trabalho

por Nilton Limas Duarte Junior - Orientador de Educação Profissional

No atual cenário do mercado de trabalho, a concorrência individual estabelece o ritmo de vida da sociedade. Inseridos no contexto corporativo, os colaboradores de pequenas, médias e grandes empresas se tornam os principais atores deste sistema e, por essa razão, são frequentemente motivados a buscar por qualificação profissional a fim de garantir a sua permanência e crescimento na área de atuação.

Quando o assunto é seleção de pessoas para uma vaga de emprego, inicialmente os candidatos são selecionados pelo seu perfil e histórico profissional num processo de profunda competitividade. Desse modo, busca-se no candidato a experiência e formação profissional que atendam as exigências da função oferecida. Geralmente, os profissionais que apresentam os requisitos mínimos solicitados são pessoas adultas com conhecimentos e habilidades adquiridas e desenvolvidas durante suas carreiras profissionais.

A cada ano que passa encontra-se um considerável volume de adolescentes em busca de um espaço no mercado de trabalho. Ao direcionarmos o olhar para este grupo que ainda não adquiriu um ofício, nos deparamos com a seguinte pergunta: Como os jovens sem formação e experiência profissional ingressarão no mercado de trabalho? A capacitação continuada parece ser a resposta mais coerente para este questionamento, porém a problemática da pergunta não é de fácil solução ao ser confrontada com as exigências do mundo corporativo.

Segundo o Relatório Educação para Todos no Brasil, publicado pelo Ministério da Educação em cooperação com a Organização das Nações Unidas – UNESCO (2014, p. 29) aponta que a educação profissional no Brasil tem buscado desenvolver habilidades de jovens e adultos, por meio de uma formação de caráter geral, oferecida pelo ensino regular e também do preparo para o mundo do trabalho em cursos específicos. A necessidade da inclusão de jovens no mercado de trabalho levou o Estado brasileiro a tomar atitudes que fomentassem a capacitação profissional dessa fração da população. Por essa razão, foi criado o Programa de Aprendizagem que, além de permitir o ingresso no mundo profissional, retira o jovem da ociosidade tornando-o participativo no sistema produtivo. Fato observado pelo educador Augusto Cury (2003), nos permite refletir ao afirmar que:

Os jovens que são determinados, criativos e empreendedores sobreviverão no sistema competitivo. Os que não têm metas nem ousadia para materializar seus projetos poderão viver à sombra dos pais e engrossar a massa de desempregados. (CURY, 2003, p. 152).

A Lei da Aprendizagem 10.097/00 surge como alternativa de capacitação dos jovens que em sua maioria encontram-se principalmente nas camadas socioeconômicas vulneráveis, permitindo que adolescentes e até mesmo adultos possam adquirir os conhecimentos necessários para o ingresso no cotidiano empresarial.

As empresas que se encontram nos critérios determinados na lei realizam adaptações para receber os novos trabalhadores, atribuindo-lhes tarefas que contribuam para o seu aprendizado, logo, o aprendiz aplicará na atividade prática o conhecimento adquirido por meio da instituição de ensino profissional. Desse modo, podemos compreender a importância e a grandeza do programa de aprendizagem ao proporcionar a preparação e qualificação de novos profissionais, sendo condições essenciais para o ingresso no mercado de trabalho, pois além da formação profissional adquirida, favorece a inclusão social de jovens e adultos.

Artigo publicado na 2ª edição da Revista Aprendiz, veículo oficial de comunicação da Aprendizagem Profissional no Rio Grande do Sul, representada pelo Fórum Gaúcho de Aprendizagem Profissional (FOGAP), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.

 REFERÊNCIAS

CURY, Augusto. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. p. 152.

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL. Manual da Aprendizagem. Disponível em: Acesso em 22 out. 2015.

UNESCO. Relatório Educação para Todos no Brasil 2000 – 2015. Disponível em: Acesso em 23 out. 2015.

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