Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho "O estresse no trabalho: um desafio coletivo"

por Leandro Marini Balbinot - Docente do Senac Tramandaí

O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), é celebrado em 28 de abril e tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças profissionais a nível mundial. É uma campanha de sensibilização destinada a chamar a atenção internacional sobre as tendências emergentes em matéria de segurança e saúde no trabalho e sobre a magnitude problema, relacionado com lesões, doenças e mortes em todo o mundo. Com a celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a OIT promove a criação de uma cultura de segurança e saúde preventiva global, envolvendo membros da própria OIT e todas as partes interessadas neste domínio. Em muitas partes do mundo, as autoridades nacionais, sindicatos, organizações de empregadores e profissionais de segurança e saúde organizam atividades para comemorar esta data. Este ano, "o estresse no trabalho: um desafio coletivo" é o tema da campanha.

Estresse é a resposta física e emocional prejudicial causada por um desequilíbrio entre as exigências percebidas,  os recursos percebidos e habilidades de indivíduos para lidar com essas demandas. Estresse relacionado ao trabalho é determinado pela organização do trabalho, projeto de trabalho ou das relações decorrentes do trabalho e ocorre quando as exigências não coincidem ou excedem capacidades, recursos ou necessidades do trabalhador, ou quando o conhecimento ou habilidades de um trabalhador não são combinados com as expectativas da empresa. Os fatores do local de trabalho que podem causar estresse são chamados de riscos psicossociais. Os exemplos mais comuns de riscos psicossociais podem ser enquadrados em duas categorias. Com relação aos aspectos do desenvolvimento do trabalho, podemos citar o próprio ambiente ou equipamentos utilizados no trabalho, a forma de desempenhar as tarefas, a carga e o ritmo de trabalho e o horário de trabalho. No segundo aspecto, que engloba as questões do contexto organizacional, pode-se citar a cultura e função organizacional, o papel na organização, o desenvolvimento de carreira, as relações interpessoais no trabalho e a interface entre casa-trabalho.

Atualmente, muitos trabalhadores estão enfrentando uma pressão maior para atender às exigências da vida de trabalho moderno. Os riscos psicossociais, tais como o aumento da concorrência, as mais altas expectativas sobre o desempenho e mais horas de trabalho estão contribuindo para que o local de trabalho se torne um ambiente cada vez mais estressante. Com o ritmo de trabalho ditado por comunicações instantâneas e elevados níveis de concorrência global, onde as linhas que separam o trabalho da vida pessoal estão se tornando cada vez mais difíceis de serem identificadas. Além disso, com as alterações significativas nas relações trabalhistas e a recessão econômica atual, os trabalhadores estão experimentando mudanças organizacionais e de reestruturação, oportunidades de trabalho cada vez mais reduzidas, levando ao aumento dos índices de trabalho precário, receio das demissões em massa, do desemprego e diminuição da estabilidade financeira, com graves consequências para a sua saúde mental e bem-estar.

Nos últimos anos, tem sido crescente a atenção para o impacto dos riscos psicossociais e estresse relacionado ao trabalho entre pesquisadores, profissionais e tomadores de decisão políticas. O estresse relacionado ao trabalho agora é geralmente reconhecido como problema global que afeta todos os países, todas as profissões e todos os trabalhadores, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Neste contexto complexo, o local de trabalho é ao mesmo tempo uma fonte importante de riscos psicossociais e o local ideal para resolvê-los, a fim de proteger a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

A magnitude do problema está relacionada principalmente ao processo de globalização, as mudanças dramáticas no mundo do trabalho, recessão e crise econômica mundial. Dentro destes aspectos salienta-se as seguintes consequências diretas:

 

? Desenvolvimento tecnológico, a inovação e a digitalização;

? Novas formas de organização e reestruturação do trabalho;

? Novas formas de relações de emprego;

? Demandas de trabalho superior e carga de trabalho;

? Deficiente equilíbrio na relação trabalho-vida;

? Crise econômica global e da recessão;

? O desemprego, a insegurança no trabalho e trabalho precário.

O impacto do estresse pode variar de acordo com a resposta individual. Altos níveis de estresse podem contribuir para o desenvolvimento de desequilíbrios relacionados à saúde física e comportamental. Dentre os distúrbios relacionados à saúde somam-se as doenças cardiovasculares, lesões músculo-esqueléticas, síndrome de Burnout, acompanhadas de depressão e ansiedade e levando a situações extremas como o suicídio. Quanto a alterações de comportamento, observa-se uma tendência ao consumo de álcool e de drogas, aumento do tabagismo, dieta não saudável, baixa atividade física e distúrbios do sono.

O estresse ocupacional também gera impacto do sobre a produtividade e sobre os custos das empresas já que os riscos psicossociais estão associados ao aumento do absentismo e consequente diminuição do presenteísmo, redução na motivação, satisfação e comprometimento dos funcionários, aumento na rotatividade de pessoal e redução na eficiência e precisão no desempenho do trabalho. Todos esses problemas afetam a produtividade, a competitividade e a imagem pública das empresas.

Fonte: International Labour Organization. World Day for Safety and Health at Work, 2016. Disponível em: www.ilo.org. Acesso em 24/04/2016.

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