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Rio Grande do Sul

Artigo

Slow Fashion - A moda do bem

por Roberta Lima da Silva - Docente

Você já ouviu falar nos termos Slow e Fast Fashion? O Slow Fashion vem em contraposição ao Fast Fashion – sistema de moda atual que prioriza a produção em massa. A ideia surgiu como alternativa sustentável para o mundo da moda. A indústria Fast Fashion produz com preços baixos uma moda descartável em que a intenção é o tempo de uso curto para a venda de novas coleções, gerando consumo excessivo e um descarte que reflete em nosso meio ambiente.  Já o termo Slow Fashion foi definido em 2008 pela inglesa Kate Fletcher, consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion a partir do seu livro “Sustainable Fashion and Textiles: Design Journeys”, que a tornou referência na área. “O movimento incentiva que tenhamos consciência dos produtos que consumimos, retomando a conexão com a maneira que são produzidos e valorizando a diversidade e riqueza das nossas tradições. ” (Definição extraída do site www.reviewslowliving.com.br)

Os designers independentes e os brechós são os fomentadores do movimento, pois as roupas que estão à venda possuem uma história, uma tradição. São produzidas através do trabalho feito à mão, com tingimentos naturais, materiais naturais ou produtos de segunda mão repaginados. O resultado do consumo destes produtos é a valorização do ser humano, do meio ambiente e o lucro de forma justa.

A The Row é considerada a primeira marca de Slow Fashion, comandada pelas irmãs Olsen, e foca em roupas atemporais. A marca preza pelo conforto em peças descomplicadas, feita em materiais naturais de alto impacto e em cores terrosas e discretas, sendo um exemplo.  Há também movimentos como a Fashion Revolution que surgiu em 2013 no Reino Unido como resposta ao desabamento do Edifício Rana Plaza em Bangladesh que deixou 1.133 mortos, todos trabalhadores da indústria Fast Fashion.

Orsola de Castro define o movimento:

“Nós queremos que você pergunte: ‘Quem Fez Minhas Roupas? ’. Essa ação irá incentivar as pessoas a imaginarem o “fio condutor” do vestuário, passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos. Esperamos que o Fashion Revolution Day inicie um processo de descoberta, aumentando a conscientização sobre o fato de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas, realçando a força de trabalho invisível por trás das roupas que vestimos” (www.fashionrevolution.org/).

Segundo a Fashion Revolution, Slow Fashion é a moda como uma força para o bem, e eu acredito nisso!

 

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