Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A qualificação profissional como ferramenta para o desenvolvimento

por Regis Ferreira da Silva - Docente Senac Ijuí

Conforme dados divulgados pelo Sebrae 52% das micro e pequenas empresas no Brasil são familiares, ou seja, possuem sócio ou empregado parente do proprietário. No âmbito das empresas de pequeno porte, de cada dez empreendimentos, seis são familiares. Entre as microempresas, de cada dez negócios formalmente constituídos, cinco são familiares. E mais, 70% de todas as empresas no Brasil são familiares, mas apenas 30% conseguem ultrapassar a 2ª geração.

Toda organização familiar precisa compreender que desenvolver pessoas significa cuidar do seu principal patrimônio, pois é a partir delas que toda e qualquer tarefa será executada. Empresas e negócios de sucesso dependem do êxito individual e coletivo de seus funcionários. Sabe-se que o ambiente de trabalho exige das empresas e de seus integrantes um desenvolvimento constante. Hoje, o mercado tem, entre suas características, um alto grau de dinamicidade, o que aumenta a necessidade de transformações. Transformações essas que envolvem a capacidade de gerenciar e desenvolver pessoas integralmente.

Desenvolver pessoas é o pilar fundamental para proporcionar crescimento à empresa, além disso, esse tipo de política voltada para o aperfeiçoamento de colaboradores gera efeitos positivos na cultura organizacional, tornando-se um diferencial de mercado. Mas o que é desenvolver pessoas? Trata-se de “um conjunto de experiências e ferramentas, não necessariamente relacionadas com o cargo atual, mas que proporcionam oportunidades para o crescimento profissional também com foco na carreira futura.

Diante disso, torna-se compreensível que desenvolver pessoas está além dos aspectos técnicos ou operacionais relacionados ao trabalho. Envolve uma evolução pessoal acompanhada da capacitação profissional. Podemos enumerar algumas desvantagens competitivas que assolam empresas que não se preocupam em desenvolver sua equipe:

1. Problemas com a atração de talentos;

2. Turnover elevado (alta rotatividade de pessoas);

3. Enfraquecimento da marca;

4. Perda de mercado;

5. Perda na sua lucratividade (defasagem no valor do seu produto).

Mas como conseguir essas mudanças no cenário atual? Sabemos que para isso temos que quebrar alguns paradigmas que ainda imperam nas empresas familiares, tais como: Centralização, controle por intuição, falta de planejamento para médio e longo prazo, postura de autoritarismo, entre outros. A utilização de ferramentas práticas, com foco em liderança, gestão e negociação podem auxiliar a busca de resultados para alcançar essas mudanças. Um fator importante seria trazer o dono da empresa para dentro da “sala de aula”, e provocar mudanças, fazer com que ele saia de “dentro da caixa”, ou seja, capacitar os gestores.

O mundo está mudando constantemente e em alta velocidade. A grande massa de trabalhadores está  na era digital, o mercado mudou e muito; e principalmente, os clientes também mudaram muito. O acesso a informação é instantânea. Pergunto: os nossos empresários estão preparados para isso? A grande dificuldade está na quebra de paradigmas. Desenvolver é inovar, é recompor os fatores de produção, é colocar em execução o progresso tecnológico, e quem inova é exatamente o empresário. A mudança deve ocorrer verticalmente de cima para baixo dentro de uma organização, ou seja, os empregados seguindo o exemplo da sua direção, ou dos gestores da sua empresa. A partir dessa transformação, o gestor sente a necessidade de qualificar o seu quadro de funcionários, e do outro lado, o empregado também sentirá a necessidade de se qualificar, criando assim essa corrente de mudança cultural que aponta para a qualificação profissional.

Mas e o empregado? Digo que hoje a qualificação profissional em geral está muito baixa. Poucos funcionários do setor de produção realizam algum tipo de curso de aprimoramento e capacitação. A exemplo disso temos uma pesquisa realizada pelo EBC em 2018 nos mostrando que entre 69 países pesquisados o Brasil ocupava a 68º posição em qualidade de atendimento ao público. Quando o assunto é qualificação de mão de obra o Brasil fica em 78º lugar no ranking entre 124 países pesquisados. E entre os vizinhos da América Latina o Brasil ocupa a 15ª posição, com resultados piores do que Paraguai e Bolívia.

O grande desafio das empresas familiares em expansão está na busca por formas eficazes de planejamento e operação, na criação de novos procedimentos, na revisão de paradigmas, mas principalmente no investimento constante na qualificação profissional, tanto com os gestores da empresa, quanto no seu quadro de funcionários.

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