Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O ensino de língua estrangeira

por Tiago Henrique Meggiolaro - Docente do Senac Ijuí

O ensino de língua estrangeira deve levar em consideração a bagagem de conhecimento que o aluno traz, não esquecendo das realidades e necessidades locais, pois o desencontro entre educando e educador pode causar problemas e resistências, dificultando a aprendizagem da língua-alvo.

Para ensinar, o professor deve ter em mente uma forma de operacionalizar o conhecimento de tal forma que sua abordagem recaia sobre o planejamento (objetivos), a produção de materiais ou seleção (critérios de codificação), método-experiência de aprender do aluno (técnicas e recursos), avaliação do rendimento e critérios para produzir instrumentos. Sobre essas atitudes e atividades, ocorre a reflexão rompendo, assim, com o dogma que professor ensina e aluno aprende.

A abordagem de ensino comunicativa pode fornecer traços de oralidade com informação, sem esgotar o potencial do desempenho real numa nova língua. Porém, citam-se como aspectos negativos a serem aprimorados, a correção sintática, expressão escrita e leitura.

Segundo a perspectiva sociointeracionista, concebida por Vygotsky, é na interação com o outro e o meio que o indivíduo se constitui e elabora sua cultura. Sendo assim, é capaz de avançar para um nível superior e avançado de conhecimento em um ambiente interativo, algo que não ocorreria de forma individual.

A escola seria, então, espaço de desenvolvimento dos indivíduos já que as atividades são sistemáticas possuindo intencionalidade. Entretanto, o ambiente por si não seria garantia de aprendizado. Faz-se necessário que seja possibilitado ao educando a interação com parceiros competentes, levando assim a construção de um conhecimento conjunto entre aluno-professor-colega.

O “bom ensino”, segundo esta perspectiva, é aquele que se adianta ao desenvolvimento, ou seja, que se dirige às funções psicológicas, partindo do que o educando já sabe a fim de ampliar e desafiar a construção de novos conhecimentos, privilegiando, além dos recursos utilizados, também o acesso à internet e meios de comunicação eletrônicos.

O papel do professor é indispensável na mediação, motivação e geração de aprendizagem. Restringem-se ao uso desta abordagem alguns pontos como: a autonomia do professor e do aluno, ocorrendo a quebra radical dos papeis, que até então eram desempenhados por ambos.

A abordagem comunicativa e a sociointeracionista seguem parâmetros parecidos quando tratam de aquisição de línguas estrangeiras, mas as duas se diferenciam ao passo que o ensino comunicativo serve para a aquisição de uma segunda língua (LE ou L2) e o sociointeracionismo trata da aquisição de língua materna (LM). Entretanto, esta última pode ser adaptada ao ensino de língua estrangeira uma vez que Vygotsky também aborda esta questão.

 

 

 

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