Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A nova doença do Brasil

por Bruna da Silva Pavan - Docente do Senac Passo Fundo

Os vírus são seres diminutos, medindo cerca de 0,1µm de diâmetro, com dimensões apenas observáveis ao microscópio eletrônico. Atualmente, foram identificadas aproximadamente 3.600 espécies de vírus, que podem infectar bactérias, plantas e animais, bem como se instalar e causar doenças ao homem. Os vírus se espalham, sem respeitar limites de fronteiras, sem escolher raças e crenças.

Um exemplo disso, é que em 1947 verificou-se a presença do Vírus Zika em macacos na Floresta Zika, em Uganda cujo nome batizou a doença. Após sete anos, em 1954, os primeiros seres humanos foram contaminados na Nigéria. Porém, em 2007, deixou o continente africano e asiático, gerando o primeiro grande surto de febre Zika, na Oceania – acometendo 75% da população das Ilhas Yap, no Pacífico Sul. Evitar a entrada do Zika no Brasil era impossível e em maio de 2015, foi descoberto o primeiro caso, na região metropolitana de Salvador (BA).

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em meados de dezembro de 2015, os casos de Zika, já estavam distribuídos em 549 municípios, de 20 estados brasileiros. O Zika vírus é um vírus da família Flaviviridae, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo mosquito transmissor da dengue, da febre amarela e da febre Chikungunya. A semelhança com a dengue não está somente na forma de transmissão e no vetor; os sinais e sintomas manifestados pelo paciente assemelham-se, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em aproximadamente cinco dias. Até agora a doença tem se mostrado relativamente suave e de tratamento sintomático efetivo, entretanto, não se sabe ainda o verdadeiro potencial do vírus, e quais outras doenças secundárias ele pode desenvolver. Subestimamos o mosquito.

Todos nós, independente de cultura, partido e religião, subestimamos e estamos pagando por um erro evitável. O erro de negligenciar a dengue, o erro de permitir que um mero mosquito - o Aedes aegypti - infestasse o território nacional e adoecesse a população, especialmente nossas crianças. Estamos vivenciando uma introdução rápida e um processo de dispersão célere de novas doenças, que podem estar relacionadas às alterações climáticas, a movimentação crescente de pessoas em voos internacionais e principalmente pela desordem humana e urbana.

A estratégia precisa ser mudada; necessitamos da vitória nessa guerra. Não esperemos somente que o governo crie uma vacina ou sorologias específicas para combater doenças que, podem e devem ser evitadas com a participação da população. É necessário que todos saibam dos perigos existentes em deixar água parada em pneus, tampinhas de garrafas, vasos de plantas, calhas, folhagens, copos, pois a fêmea que encontrar este ambiente, poderá colocar centenas de ovos, que levam o curto tempo de uma semana para se transformarem em mosquitos adultos, sendo que a metade deles é fêmea. Então, uma única fêmea, em dez dias, já gerou outras novas fêmeas que viverão por quarenta dias, procriarão, repetindo o ciclo e gerando muitos descendentes. Faça sua parte, a solução não é complicada. O problema é coletivo e, para combatermos, temos que nos esforçar mais, principalmente, temos que mudar nossa forma de ação. É inútil continuar fazendo mais do mesmo.

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato
Top of mind 2018
Top de marketing ADVB 2018
Great Place to Work 2018
Top Ser Humano 2018
Nós apoiamos o Pacto Global
Melhores em Gestão 2018