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Rio Grande do Sul

Artigo

Doe órgãos e salve vidas

por Thiago Hessel

Você já falou sobre doação de órgãos com o seu pai? Sabe se sua irmã é doadora? E seu filho, o que ele pensa sobre o assunto? Já é tempo de ter essa conversa: dedicar alguns minutos ao tema pode ajudar a salvar muitas vidas. 


Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, e ajuda cada vez mais pessoas a terem uma vida melhor. 


Mas, para continuar assim, é preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Por isso, se você quer ser doador de órgãos, avise à sua família. 


O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos diferentes examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico. 


Você sabe o que é a morte encefálca? 


É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. 


Portanto, tanto nos aspectos científicos, como nos éticos e morais, consolida-se o conceito de morte encefálica é a manifestação inquestionável da morte do indivíduo, estando presente, por métodos artificiais, a ventilação e a manutenção da perfusão dos tecidos. Esse novo conceito possibilita a retirada de órgãos e tecidos para doação ainda com boa perfusão e sem os efeitos da isquemia progressiva. 
 

Quero ser doador 


Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador. No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar. 


Há dois tipos de doador. O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concordo com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial. 


O segundo tipo é o doador falecido. São paciente com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral) 


Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes. 

Fonte: Conselho Federal de Medicina, Ministério da Saúde e Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. 

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