Educação financeira

O seu dinheiro acaba antes do final do mês? Você não consegue adquirir bens de grande valor? O dinheiro não sobra para fazer investimentos? Você não sabe dizer onde exatamente o seu dinheiro foi gasto? Você gasta mais do que recebe?

Se as perguntas mencionadas refletem a sua situação financeira, faça esta capacitação e aprenda a organizar os seus gastos e os seus investimentos.

Você sabia que a educação financeira é um ótimo caminho para formar um patrimônio e até mesmo enriquecer?

Educação financeira

A educação financeira é formada por muitas ações que precisam se tornar um hábito em nossa vida, como cortar gastos, pois os maiores desafios financeiros são ganhar dinheiro e conseguir guardá-lo.

Nesta capacitação, você terá acesso a dicas de educação financeira e formas de como se livrar das armadilhas no caminho e, claro, começar a investir do zero com pouco capital.

Tais dicas irão auxiliá-lo a encontrar gastos desnecessários e a valorizar o seu dinheiro, reduzindo várias situações de estresse causadas pela falta dele.

Se as suas finanças estão uma bagunça e você não sabe por onde iniciar, veja a seguir algumas dicas para começar a mudar a sua vida financeira hoje.

1. Deixe as desculpas para trás.

Ao contrário do que muitos pensam, ter uma vida financeira organizada não é tão difícil. Para tanto, deixe para trás as desculpas de que você não tem tempo ou de que tais atitudes são muito complicadas, planeje a sua rotina e comece a pensar no futuro. Inicie agora!

2. Saiba quais são os seus custos.

É muito comum ouvir a frase: “O custo de vida na minha cidade é muito alto!”.

O que significa custo de vida?

Para entender melhor, é preciso conhecer um pouco os custos e a sua classificação.

Os custos classificam-se em fixos e variáveis. Em tempos de crise financeira, é preciso reduzir os custos. Contudo, antes é necessário saber a diferença entre eles, pois, ao entender os dois conceitos, menos dinheiro é gasto.

A alimentação, por exemplo, é um custo variável, uma vez que, quanto mais se come, mais se gasta. A energia elétrica, a gasolina, entre outros, também são custos variáveis, pois mudam conforme o consumo.

Já os custos fixos não dependem do consumo, por exemplo, aluguel, condomínio, prestação da casa própria, escola dos filhos etc. Eles são fixos porque não sofrem alteração à medida que você consome ou usufrui.

Os custos fixos e variáveis normalmente são maiores nas grandes cidades, pois, nas cidades menores, eles tendem a diminuir, pois o consumo de combustível é menor, o aluguel é mais barato etc.

3. Faça um planejamento.

O planejamento financeiro é muito importante. Hoje, já existem aplicativos de celular ou planilhas com tal fim para download.

Além do mais, é essencial separar um tempo durante a semana para organizar a sua planilha de entradas e saídas. Muitas pessoas fazem a contabilidade mentalmente para tomar decisões, mas não é o recomendado.

Para planejar as suas entradas e as suas saídas, baixe a planilha de fluxo de caixa aqui.

A planilha de fluxo de caixa é um instrumento de planejamento e controle de sua vida financeira. Nela, você poderá planejar os custos de até 12 meses.

Inicialmente, você precisará inserir todas as entradas e saídas na planilha, pois, com o preenchimento correto, ela servirá de instrumento na hora de tomar decisões em sua vida financeira.

Observe a imagem da planilha de fluxo de caixa:

Figura 1 – Planilha de fluxo de caixa

Figura 1 – Planilha de fluxo de caixa

A imagem mostra uma tabela de fluxo de caixa com todas as entradas e saídas de um semestre. Na primeira coluna, aparecem as entradas e as diversas saídas; logo abaixo, aparecem o total das saídas, a subtração das entradas das saídas, o saldo anterior, o saldo acumulado, a necessidade de empréstimos e o saldo final. Na segunda coluna, aparece a previsão para o primeiro mês; e, na terceira coluna, o realizado do primeiro mês. Na quarta coluna, aparece a previsão para o segundo mês; e, na quinta coluna, o realizado do segundo mês. Na sexta coluna, aparece a previsão para o terceiro mês; e, na sétima coluna, o realizado do terceiro mês. Na oitava coluna, aparece a previsão para o quarto mês; e, na nona coluna, o realizado do quarto mês. Na décima coluna, aparece a previsão para o quinto mês; e, na décima primeira coluna, o realizado do quinto mês. Na décima segunda, aparece a previsão para o sexto mês; e, na décima terceira coluna, o realizado do sexto mês.

Na primeira coluna, estão todas as entradas e saídas. As demais colunas referem-se ao previsto e ao realizado. Observe que, para cada mês, você terá duas colunas para preencher, quais sejam e .

4. Saia do vermelho.

Pagar as dívidas é uma atitude fundamental para a sua vida financeira. Segundo pesquisas recentes, quase metade dos brasileiros está no vermelho, ou seja, não tem uma vida financeira tranquila.

Com o planejamento financeiro realizado, é hora de separar o valor para pagar as suas dívidas. Se você não tem o valor suficiente, negocie até que chegue a uma parcela que consiga pagar. O melhor é livrar-se das dívidas o quanto antes!

5. Tenha uma reserva para imprevistos.

É muito importante lançar uma reserva em seu planejamento, para que, caso algum imprevisto aconteça, você esteja preparado.

6. Guarde uma parte do seu dinheiro e invista.

O ideal é que você consiga guardar pelo menos 10% dos seus recebimentos. Quanto mais guardar, melhor. Porém, cuide para colocar esse valor em um lugar de difícil acesso, para evitar a tentação de gastá-lo.

Você pode optar por aplicações em renda fixa, como certificados de depósito bancário (CDBs), Tesouro Direto, fundos de investimento, ou por aplicações em renda variável, como ações. Dependendo do ganho que obter nos investimentos, você terá motivação para guardar mais uma parte.

Você também pode optar por investir na poupança. Segundo economistas, o rendimento da poupança está bem abaixo de outras aplicações financeiras.

A poupança é muito utilizada pelos brasileiros, pois é de fácil aplicação e resgate, mas não rende tanto quanto as outras aplicações de renda fixa que também são seguras.

7. Convença a sua família a participar.

Todos da família devem participar, até mesmo as crianças, pois, assim, é possível diminuir consideravelmente as contas da casa.

8. Livre-se dos supérfluos.

Todos os gastos devem ser analisados quanto à sua importância, para ver se, de fato, eles cabem no seu orçamento, como passeios, viagens, alimentação fora de casa etc.

9. Ganhe mais.

Se você ganhar mais, a sua vida financeira melhorará. Para tanto, é preciso ganhar um aumento, trocar de emprego, tornar-se um empreendedor. Com o aumento da renda, a sua vida financeira voltará ao equilíbrio em menos tempo, caso você seja uma pessoa organizada financeiramente.

Segundo Kiyosaki (2000), autor do livro Pai rico, pai pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro, se você costuma gastar tudo o que ganha, o mais provável é que um aumento do dinheiro disponível apenas resulte em um aumento de despesas.

10. Viva de acordo com o seu orçamento.

Você deve ter um padrão de vida de acordo com o seu orçamento, a sua realidade. Se você não tem equilíbrio, por exemplo, para usar o cartão de crédito, livre-se dele. É preciso saber que existe uma diferença entre o que é necessário e o que é supérfluo.

Sendo assim, abandone as suas desculpas, identifique os seus custos fixos e variáveis e faça agora o seu planejamento financeiro. A partir daí, diminua os seus gastos, pague as suas dívidas e forme a sua reserva para imprevistos. Por fim, poupe e invista o seu dinheiro. Você pode começar com um valor bem baixo. Todas as pessoas da sua família também podem se conscientizar sobre o controle dos gastos. Somente assim você conseguirá colocar a sua vida financeira em ordem.

Segundo Kiyosaki (2000), “a maioria das pessoas não percebe que na vida o que importa não é quanto dinheiro você ganha, mas quanto dinheiro você conserva”.

Não deixe para depois o que você pode começar hoje mesmo!

Referências

KIYOSAKI, Robert T. Pai rico, pai pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro. Trad. Maria José Cyhlar Monterio. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

SOUZA, A. F.; TORRALVO, C. F. A gestão dos próprios recursos e a importância do planejamento financeiro pessoal. In: VII SemeAd – Seminários em Administração FEA-USP, São Paulo, 2004.