Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Sorte para liderar

por Rafael Damé - Docente da Faculdade de Tecnologia Senac Pelotas

Hoje, usufruir da sorte quando o assunto é gestão de pessoas é ser contemplado com um benefício extraordinário na dura rotina de gerenciar.

Por décadas, trabalhamos sob uma antiga ótica dos Recursos Humanos, que estimulavam os profissionais a assumirem personalidades e condutas, em seu expediente, distintas das que realmente tinham do lado de fora da empresa. Em seu horário de trabalho, acabavam por interpretar um papel completamente mecânico, sem emoção, com pouca opinião e tarefas repetidas.

O mercado evoluiu e suas mudanças drásticas e constantes - apoiadas por novas tecnologias e gerações de profissionais, somadas a um novo cenário altamente competitivo – extinguiram os numerosos cumpridores de tarefas para abrir oportunidades aos jovens pró-ativos (em número reduzido) pagos especialmente para pensar. Porém, tais profissionais chegam nas empresas carregados de dramas vivenciais, sentimentalismos e tensas rotinas. Ou seja, não há mais contratos de recursos, e sim a necessidade de gerenciamento de pessoas.

A partir daí, contar com a sorte realmente virou fato importante no dia a dia do gestor. Porém, depender dessa possibilidade é pouco, muito pouco, para quem busca a excelência. Hoje, gerenciar um colaborador (sim, as pessoas não se limitam mais a apenas cumprir funções como eram as atribuições dos antigos funcionários, mas a colaborar com o todo) é ter humildade para conhecer e entender as diferenças, é pensar no profissional como único, é oportunizar discussões e debates, é permitir considerações, reflexões e entender os motivos e os mais diversos caminhos, que muitas vezes levarão ao alcance dos mesmos objetivos.

Gestor deve ser a personalização da palavra liderança dentro de um ambiente empresarial. Uma liderança em um aspecto global e conceitual. Ter a capacidade de influenciar pessoas em busca do que objetiva a organização. Não depender da sorte. É necessário cercar-se de pessoas com habilidades complementares, formando equipes diferentes entre si, porém juntos no ideal. Assim, os líderes não formarão clones, mas sim darão espaço para os novos profissionais criarem procedimentos e formas de resultados, já que estarão livres para inovar.

Os líderes têm de conhecer seus colaboradores, seus novos profissionais, tratá-los como pessoas de verdade, saber seus anseios, objetivos pessoais, suas dificuldades, suas limitações e seus sonhos. Líderes não são mais treinadores de equipes, são capacitores de cidadãos, são formadores de caráter, são fornecedores de experiências, são sugadores e multiplicadores de conhecimento. Quem lidera não cansa de evoluir na arte de aprender, não se apega mais a preceitos antigos, fórmulas passadas, modelos fechados. O líder de hoje tem como sua marca a paixão por arriscar e se tiver sorte, melhor. 

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