Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A estimulação como uma necessidade básica dos idosos

por Simone Wunsch - Profª. Enf. Ms. de Enfermagem e Orientadora Educacional do Senac São Luiz Gonzaga

As necessidades humanas básicas são reconhecidas como universais, ou seja, comuns e essenciais a qualquer ser humano e compreendem as expectativas, os desejos de realização pessoal e integral. Horta (1979) conceitua necessidades humanas básicas como sendo um equilíbrio interrelacionado e autorregulado, descrito como um “estado de tensões conscientes ou inconscientes”, para a manutenção dos fenômenos vitais.

A classificação hierárquica das necessidades humanas básicas apresenta-se em cinco níveis, conforme Régis Porto (2011), a saber: necessidades básicas ou fisiológicas, necessidades de segurança, necessidades de amor e ou socais, necessidades de estima e necessidades de autorealização. As necessidades humanas básicas refletem o comportamento dos indivíduos. Conforme, Maslow (1954) ”las necesidades básicas se ordenan por si mismas en una jerarquía perfectamente definitiva, sobre la base del principio de potencia relativa”. Contudo, para a população idosa, muitas vezes, as necessidades humanas básicas não se encontram atendidas ou apresentam-se limitadas, configurando-se, desse modo, a não realização integral do indivíduo, e a não utilização plena de suas potencialidades.

O não desenvolvimento global de sua capacidade relaciona-se ao processo de envelhecimento, o qual se apresenta envolto por alterações anatomofisiológicas, tornando o indivíduo mais suscetível ao desenvolvimento de doenças e ao declínio dos sistemas funcionais. Para Ramos (2003), a velhice compreende um período da vida com alta prevalência de enfermidades, limitações físicas e sensoriais, perdas cognitivas, sintomas depressivos, acidentes e isolamento social. Diante disso, verifica-se a necessidade da realização contínua da estimulação ao idoso, mediante práticas que promovam uma interação entre o indivíduo e o ambiente que o cerca promovendo, desse modo, o atendimento às necessidades humanas básicas.

A estimulação favorece o bom funcionamento do organismo e a manutenção da saúde do idoso favorece um bom envelhecimento ativo, segundo Fernandes (2014). No entanto, uma estimulação inadequada ou ausente acentua os processos de desorientação, a dificuldade de raciocínio, a perda da noção da realidade e a perda das funções articulares e musculares. Assim sendo, diante da situação atual de envelhecimento demográfico e aumento da expectativa, torna-se imprescindível repensar e investir na formação técnica e na qualificação dos cuidadores de idosos. O profissional cuidador de idoso encontra-se apto aprestar cuidados na perspectiva de um envelhecimento benéfico.
 

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