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Rio Grande do Sul

Artigo

Comece o ano com o pé direito nas finanças

por Adilson Osanar Oliveira da Cruz - Docente da área de Gestão do Senac Torres

Além de ser um período para confraternizações, a virada do ano é muito esperada por todos os brasileiros, muito por conta da renda extra proporcionada pelo décimo terceiro salário. Seja um empreendedor, empresário ou trabalhador da rede pública ou privada, os impactos desta injeção de capital na economia são muito benéficos. Porém, com a renda extra, vem também as dúvidas e a necessidade de fazer escolhas.

Após um ano de lenta recuperação como foi 2017, o que é preciso ter em mente é a projeção para o futuro. Os fantasmas da inflação, juros altos e instabilidade político-econômica ainda não passaram, ainda mais se analisado o cenário das futuras eleições para governador e presidente em 2018. Soma-se a isto as festividades da Copa do Mundo, que sempre mobilizam o comércio e a população.

Diante desta realidade vindoura, a cautela talvez seja o indicador comportamental obrigatório em qualquer horóscopo econômico para o próximo ano, e consequentemente os salários extras de fim de ano e férias. A poupança voltou a ser um bom local para manutenção da renda. Se não dá alto ganhos, pelo menos ajudará empresas e trabalhadores a inibir os seus gastos, fugindo do efeito “dinheiro na mão é vendaval”.

Para os trabalhadores, a cautela deve ser ainda maior. Os riscos de desemprego, as mudanças proporcionadas pela reforma trabalhista (ainda sendo entendidas e traduzidas pelo empresariado) e o alto volume de gastos no início do ano devem motivar um controle maior. As principais dicas residem em duas perguntas. Primeiro: ao pensar em comprar um produto, pergunte-se: “preciso mesmo disso?” Mas, claro, depois de tanto esforço e trabalho durante o ano, todos nós merecemos nos presentear e valorizar nossos entes queridos. Mas a palavra cautela deve persistir.

Por isso a segunda pergunta deve ser feita: “já que comprarei algo supérfluo, quanto estou disposto a gastar que não comprometa minha segurança futura? ” Um planejamento inicial de uma porcentagem, de quanto se pretende gastar, minimiza e muito os excessos. Por exemplo, um trabalhador que tenha recebido rendimentos de décimo terceiro na faixa de 1500 a 2000 reais deve estipular, desde já, quanto pretende gastar, como algo na faixa de 500 reais. O limite serve para não ficar desprovido de recursos no momento de pagar IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares, entre outras despesas.

Outro ponto fundamental é analisar se existem dívidas não quitadas e priorizar o pagamento delas, para evitar o acúmulo de juros e começar o ano sem dever a ninguém. Com as turbulências dos últimos anos, muito brasileiros acabaram por contrair dívidas, principalmente junto a cartões de crédito e bancos. Este é o momento para analisar as possibilidades e fazer o possível para quitar estas dívidas, pois, de todas as resoluções de ano novo, as melhores são aquelas em que começamos um ano novo sem arrastar pendências dos anos anteriores.

E, como sempre, existe a parcela da população que consegue gastar com parcimônia, quitar as dívidas e ainda sobra alguma coisa. A melhor recomendação é procurar investimentos que possam valorizar os seus recursos. Imóveis, fundos de investimento junto à bancos estão nas principais opções para ganhos consistentes no futuro. No fim, resistir aos impulsos presentes para ter uma vida melhor no final de 2018 deve estar na mente de todos nós.

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