Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Falou e disse!

por Leonardo Junior Lothamer - Professor de Idiomas do Senac Montenegro

Em um mundo cada vez mais virtual, a comunicação humana vem ganhando novas dimensões até então pouco imaginadas há vinte anos. O aumento crescente das mensagens escritas e enviadas via internet, sejam elas no computador de casa ou no pacote de dados do celular, tem criado um processo de acomodação na linguagem falada.

Entre as gerações mais recentes, raros são os casos em que uma ligação telefônica é mais utilizada que os serviços de SMS ou Whatsapp. A escrita passou a dominar uma fatia generosa nos processos atuais de comunicação, principalmente quando a esfera analisada está nos núcleos urbanos de pessoas entre 13 e 30 anos. Obviamente, como acontece com toda forma de evolução, alguns aspectos ganharam preocupações. Se a linguagem web ajudou aqueles mais tímidos a se comunicarem com outras pessoas, ela também fez com que uma parcela da população usuária das instant messages (IMs) se tornasse mais arredia ao contato pessoal, e dessa forma, frases como “não precisa ligar, deixa que eu mando um whats” se tornaram de uso comum no cotidiano.

Como consequência, as gerações um pouco mais conservadoras passaram a tentar a se adaptar ao mundo dos messengers, smartphones e da instantaneidade relativa. E nessa nova leva comunicativa, há um perfil profissional e pessoal que ganha destaque: justamente aquele que, ao revés da maré, tem a habilidade de usar a voz clara e pontualmente, sem rodeios, sem palpitações e apresentando firmeza a cada palavra. Há aqueles que acreditam que todo comunicador, principalmente de televisão, participou de oficinas de teatro e desinibição – o que não é uma obrigatoriedade.

São pessoas que nasceram com o dom da fala, com o destemor da palavra e com a incrível façanha de, com uma boa postura gestual e vocálica, conseguir convencer um esquimó de que a neve é melhor que a praia. O profissional “quietinho” e que faz seu trabalho em silêncio tem seu valor estimado pela empresa, porém aquele que questiona, pensa e apresenta soluções ainda é o mais bem cotado para preencher postos mais altos. É o motivador, falante, decidido. É aquele que aproveita as oportunidades de fala em suas reuniões de trabalho e não titubeia ao exibir o fruto de suas ideias. É o vendedor de seus pensamentos e convicções – o que ainda é dúbio demais para ser feito por escrito.

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