Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A Teoria da Aprendizagem de Piaget

por Ângela Cândido da Silva - Psicóloga

A preocupação central de Piaget estava em construir uma teoria sobre o conhecimento humano. Nesta perspectiva, ele estudou os aspectos relacionados à formação do espaço e do tempo, do número, da longitude, das quantidades físicas, desde as categorias mais simples até as mais complexas e desde o nascimento até a adolescência.

Cabe salientar a importância da obra de Piaget para os educadores e psicopedagogos, pois nela o autor busca mostras uma caracterização de como o sujeito que aprende, forma o seu conhecimento, aspecto fundamental para a abordagem de qualquer tarefa voltada à psicopedagogia. Também se caracteriza pela importância de os educadores utilizarem a obra como embasamento de novas ideias ou métodos pedagógicos, ou ainda para diagnosticar e enfrentar o tratamento de alguns distúrbios de aprendizagem, compreendendo melhor as etapas do desenvolvimento intelectual nos processos da aprendizagem.

Uma das teorias de Piaget, que contribuiu amplamente no processo de aprendizagem, é o mecanismo de equilibração, que é explicado como uma forma de apresentar às crianças situações que suscitem desequilíbrio, que os levem a conflitos, sobre a hipótese teórica de que a construção espontânea das estruturas resulta no equilíbrio do funcionamento intelectual. Piaget caracteriza como uma marcha contínua em direção a estados de maior equilíbrio, produzido pela fonte dos progressos cognoscitivos e novas coordenações entre esquemas de ação, que permitem superar as limitações dos conhecimentos anteriores.

Os estudos de Piaget apontam para a importância de gerar conflitos ao invés de manter a sequência clássica de apresentação de problemas (do mais simples ao mais complexo) para a aprendizagem da criança. O interesse se desloca para os processos de invenção e descoberta do sujeito que procura resolver problemas, mesmo os mais distintos, partindo do conhecimento que ele possui. Ao recolocar a sequência clássica de apresentação de problemas, do simples ao complexo, procurando gerar conflitos, o sujeito passa a ter como objetivo maximizar o desenvolvimento e não a busca do resultado, ou então, centra-se no processo do conhecimento, aceita as soluções errôneas como válidas enquanto indicadoras de um avanço na constituição cognoscitiva.

Essas investigações podem influenciar na ação do docente, modificando sua “ótica de leitura” do processo de aprendizagem. Dentro dessa perspectiva, trata-se de encontrar o conflito ali onde ele se produz, embora não tenha sido suscitado explicitamente pelo docente.

Bibliografia

PIAGET, J. (1972/1983). Problemas de psicologia genética. Lisba.

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