Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O início da gestão ambiental em organizações

por Camila Fagundes

A fim de atender uma demanda crescente de produtos e serviços que respeitam o meio ambiente, muitas empresas estão inserindo práticas voltadas à Gestão Ambiental nos seus processos. A questão ambiental tem sido tema de muitas discussões ao longo dos últimos anos devido ao aumento da degradação ambiental provocada pela atividade antrópica (NOBRE; RIBEIRO, 2013).

A definição do termo Gestão Ambiental, na esfera organizacional, refere-se às organizações, as quais têm políticas que buscam a minimização ou eliminação de impactos ambientais provenientes de suas atividades (CAMPOS; NETO, 2009). O objetivo da Gestão Ambiental é identificar possíveis impactos negativos gerados ao meio ambiente, em função das atividades empresariais, e buscar alternativas para sanar. A gestão ambiental não abrange somente atividades operacionais, mas também administrativas (BARBIERI, 2007).

Além de pressões externas, Alperstedt; Quintella e Souza (2010) também destacam questões internas como motivadoras da implantação da gestão ambiental organizacional, tais como: redução de custos, a atualização tecnológica, a otimização de processos, desenvolvimento de uma cultura organizacional ecologicamente correta, entre outros. Souza (2002) corrobora com este posicionamento, complementando que incorporar a variável ambiental nas organizações está condicionado à pressão de acionistas, investidores, bancos, a regulamentação presente, a melhor reputação da empresa perante a sociedade, a pressão de consumidores e a concorrência do mercado.

O início do planejamento referente à implantação de práticas ambientais, na esfera organizacional, é a definição de uma política ambiental norteadora. Para Soares; Pimenta (2011, p. 75) “a política ambiental consiste na orientação geral para o sistema de gestão ambiental, sendo importante por sistematizar os objetivos e metas da responsabilidade ambiental da empresa”.

Com a política ambiental definida, a organização deve preocupar-se em realizar um planejamento baseado em três pilares. No primeiro, é preciso realizar um diagnóstico ambiental para o levantamento de dados. No segundo momento, é preciso entender sobre os requisitos legais tais como leis, normas, portarias entre outros itens considerados importantes pela legislação brasileira e mundial que impactam as atividades empresariais. E o terceiro pilar aponta a delimitação de objetivos, metas e a definição de um programa de implantação medidas, envolvendo todos os colaboradores da organização (NAIME, 2004).

Para que o programa de gestão ambiental possa ser realizado da melhor maneira possível, ou seja, para que de fato sejam alcançados resultados satisfatórios, é preciso que todos os colaboradores, bem como fornecedores, clientes e prestadoras de serviço que atendem a organização sejam atingidos por meio de capacitações e treinamentos relacionado a gestão ambiental. Apenas dessa forma, todos eles conseguem assumir papel de multiplicadores dos benefícios envolvidos.

Empresas que implantam práticas ambientais podem, além de contribuir para o meio ambiente, alcançar outros benefícios, tais como: redução de custo; incremento de receita; alcance de novos mercados através de públicos diferenciados e exigentes com questões ambientais; e aumento no valor da marca da organização (BÁNKUTI; BÁNKUTI, 2014; JABBOUR; SANTOS; JABBOUR, 2009).

Entre os benefícios de maior evidência, destacam-se os que estão associados, principalmente, ao uso racional dos recursos e a preocupação com a reutilização, reciclagem e destinação final correta de resíduos. Entretanto Naime; Borella (2012) destaca que para se alcançar tais benefícios, é preciso investimentos em maquinários adequado e até mesmo em capacitações e treinamentos para as pessoas envolvidas.

Referências

ALPERSTEDT, Graziela Dias; QUINTELLA, Rogério Hermida. SOUZA, Luiz Ricardo. Estratégias de gestão ambiental e seus fatores determinantes: uma análise Institucional. Revista de Administração de Empresas, vol. 50, n. 2, pp. 170-186, 2010.

BÁNKUTI, Sandra Mara Schiavani; BÁNKUTI, Ferenc Istvan. Gestão ambiental e estratégia empresarial: um estudo em uma empresa de cosméticos no Brasil. Gestão e Produção, vol. 21, n. 1, São Carlos, 2014.

BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial. São Paulo: Saraiva, 2007.

JABBOUR, C. J. C.; SANTOS, F. C. A.; JABBOUR, A. B. L. de S. A importância dos fatores humanos no desenvolvimento de produtos com elevado desempenho ambiental: estudo de casos. Revista de Administração Mackenzie, 10(4), 32-56, 2009.

NAIME, Roberto. Diagnóstico Ambiental e Sistemas de Gestão Ambiental: incluindo a atualização da série ISO 9000 e as normas NBR 14001/2004 e a NBR ISO 19011/2002. Novo Hamburgo: Feevale, 2004.

NAIME, Roberto; BORELLA, Ilde Luiz. Transformar a estão Ambiental integrada em vantagem competitiva. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, vol. 6, n. 6, p. 1025-1042, 2012.

NOBRE, F. S.; RIBEIRO, R. E. M. Cognição e sustentabilidade: estudo de casos múltiplos no índice de sustentabilidade empresarial da BM&FBOVESPA. Revista de Administração Contemporânea. v. 17, n. 4, 2013.

SOARES, Daniel Carvalho; PIMENTA, Handson Claudio Dias. Auditoria de Sistema de Gestão Ambiental: Aplicação em uma indústria alimentícia em Natal/RN. Revista de Gestão Social e Ambiental, vol. 5, n. 1, p. 66-84, 2011.

SOUZA, Renato Santos de. Evolução e condicionantes da Gestão Ambiental nas empresas. Revista Eletrônica de Administração, v. 8, n. 6, 2002.

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