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Artigo

A contiguidade com a Língua Inglesa através dos anglicismos e o distanciamento da fluência no Idioma - Um Paradoxo

por Rudinei Souza de Freitas - Docente

Atualmente, podemos observar um fenômeno paradoxal que é a proximidade com a língua inglesa através dos anglicismos e o distanciamento da fluência, e isso tem um impacto direto na função do professor de inglês. Também por consequência da globalização, a língua inglesa vem progressivamente fazendo parte do cotidiano dos brasileiros por intermédio dos anglicismos - nas mais diferentes áreas de interesse da sociedade. Tal presença caracteriza um caminho irreversível e, diante de tal fenômeno cada vez mais progressivo, algumas observações e dúvidas suscitaram o desenvolvimento deste artigo, tais como:

. A grande quantidade de palavras que usamos oriundas da língua inglesa no que tange a vestuário, marcas, alimentação, tecnologia, comportamento, negócios...

. Por que ainda muitas pessoas resistem a estudar inglês para serem fluentes, mesmo fazendo usos de inúmeras palavras e expressões da língua inglesa?

. Qual a relação entre o vocabulário que usamos e nosso pensamento?

. O uso de tais terminologias em inglês não poderia ser uma porta de entrada para desenvolvermos fluência em inglês?

Com o ponto de vista de um professor de inglês e que se depara com os desafios de ensinar esse idioma nas salas de aula, o presente artigo objetiva buscar respostas para entender um quadro instaurado de poucos alunos fluentes, mesmo diante de uma exigência da língua inglesa no âmbito profissional, e também procurar soluções para uma melhor prática profissional no que tange a ensinar inglês, de forma que os alunos se tornem fluentes impulsionados por seu conhecimento prévio.

A vivência reiterada desse paradoxo na sala de aula e, até mesmo fora dela, nos leva a crer que há uma série de problemas no que concerne ao ensino de inglês no nosso país e isto acaba culminando com o distanciamento dos brasileiros em relação à língua inglesa, mesmo com a proximidade dos anglicismos. Um fator que suscita muita reflexão é de como fazer com que o vocabulário que os alunos dominam do inglês no seu dia a dia se torne o ponta pé inicial para estudos mais aprofundados do idioma, mesmo sabendo que vocabulário isoladamente não é necessariamente dominar uma língua. Mas não se pode descaracterizar a palavra, porque ela tem sim um papel importantíssimo no processo do pensar em inglês.

Quando dominamos vocabulário em uma língua estrangeira, não somente a palavra solta que nos é somada ao nosso conhecimento, um conjunto de fatores faz parte dessa significação e aplicação prática. Temos desenvolvidos alguns aspectos, como a frequência - acabamos tendo contato reiterado com os anglicismos; a compreensão - entendemos o uso; a internalização e a memória - quando precisamos incitamos tais termos; a associação - adequamos a uma situação. Para que nós, professores, saibamos aproveitar os conhecimentos prévios dos alunos, é importante que nos conscientizemos que esta é uma parte importante do processo de aquisição de uma língua.

A realidade com a qual convivemos no país é que temos um número baixo de fluentes no inglês e, ainda assim, com baixa qualidade. Para mudança deste cenário, devemos ressaltar a importância do vocabulário e da palavra para o nosso pensamento e os vários aspectos que englobam o que erroneamente pensamos se tratar de somente uma palavra.

Como, então, otimizar o estudo/aprendizado da língua inglesa? Uma abordagem pedagógica poderia, pois, de forma provocativa, diminuir este distanciamento entre a fluência e o inglês que se vê, usa, lê e escreve no dia a dia. Por conseguinte, a partir do domínio dos estrangeirismos deveríamos desenvolver toda a área de alcance do vocabulário em sua significação e aplicação, tais como colocação, gramática, pronúncia, denotação e conotação, grafia, etimologia e como usá-los dentro de um contexto real.

E por último, mas não menos importante, concluímos que união dos pontos anteriormente citados formam um somatório de requisitos que, em perfeita harmonia, faria com que aperfeiçoássemos o interesse dos alunos por se tornarem fluentes em inglês. E assim sendo, desenvolveríamos outra cultura de bilinguismo - e até mesmo de poliglotismo - como já há em vários países de outros continentes.

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