Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O hibridismo linguístico da Língua Inglesa

por Gilberto Broilo - Docente dos cursos de Inglês

Não bastasse aprender o Inglês chamado padrão, temos de olhar as variações? O ensino de língua inglesa, no Brasil, é basicamente orientado pelos Estados Unidos da América devido à proximidade geográfica. Muitos centros de ensino optam pelo referencial metodológico americano já que grande parte dos recursos áudio/visuais vem de Hollywood e se enquadram na utopização perfilar do sonho americano.

Em contrapartida, as universidades britânicas têm, o que eu diria, a maior influência na dinâmica acadêmica de ensino/aprendizagem de inglês. Os estudos sobre aquisição de linguagem e métodos de ensino são altamente investigados e melhorados anualmente. Oxford e Cambridge se consolidam como os fortes pilares na busca pela perfeição do ensino. E essa orientação acaba sendo oferecida para nós, brasileiros, com o registro de inglês britânico.

Indubitavelmente, os estudantes de língua estrangeira se esforçam para adquirir fluência e acurácia. A busca pelo aprendizado de variações linguísticas acaba ficando inoperante, já que como aprendizes bilíngues o foco sempre se determina pelo registro padrão, e não por outras codificações. E, não obstante, RP, Black English, Cockney, Estuary e outras variações acabam não sendo discutidas.

 Talvez a maior dissonância de código americano, em contrate ao padrão, seja o falado em Nova Iorque pela comunidade à margem. Como também, na mesma proporção, está o Cockney para os londrinos. E, infelizmente, considerando tempo de ensino/aprendizagem de inglês, não conseguimos inteiramente estudar tais variações, que são riquíssimas em cultura e estrutura lexical, gramatical e fonológica.

Não somente o ensino da variação padrão, próxima ao que os britânicos chamam de RP, mas também a preocupação com os registros urbanos são de alta relevância para experimentação da cultura. A fala no cotidiano, a vida como ela é: imperfeita e cheia de ramificações. Até que ponto a padronização é suficiente se grande parte dos centros urbanos – onde mais provavelmente vivenciamos a cultura – é movimentado pela pluralidade social? A preferência está sendo pela fala da margem e pela interação das fronteiras, cenários de grande “ruídos” aquém do que é standard.

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato
Top of mind 2018
Top de marketing ADVB 2018
Great Place to Work 2018
Top Ser Humano 2018
Nós apoiamos o Pacto Global
Melhores em Gestão 2018