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Artigo

Mercado de games em 2018

por Pedro Henrique Flores

O mercado de games em 2018 irá se provar como uma das maiores surpresas econômicas de todos os tempos. Além do crescimento excessivo das compras online pelos consoles através de serviços como Playstation Store, Xbox Live e Steam, muitos outros também faturam através de acessórios, softwares e micro transações. Um dos maiores exemplos disso é o valor recorde que chegou apenas nos Estados Unidos no ano de 2017: a estonteante quantia de 36 bilhões de dólares, um crescimento 18% maior do que o ano passado.

A produção de games no Brasil também começa a se estruturar e tomar mais forma que o esperado pela própria indústria. Aquele clássico paradigma de que no Brasil é impossível criar jogos de altíssima qualidade para combater com produtoras gigantes está caindo por terra. A ideia dos jogos indie ainda permeia os desenvolvedores brasileiros, porém com os olhos do mercado vindo para o Brasil está se tornando claro que também teremos capacidades ainda maiores para batermos de frente com desenvolvedoras Triple A, em um curto ou médio prazo.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) firmou parceria com a Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games (Abragames). As duas entidades criaram o projeto “Brazilian Game Developers“, com o objetivo de desenvolver e promover a indústria local de games no exterior.

Segundo dados da Apex, em 2015 os estúdios brasileiros desenvolvedores de games eletrônicos e que recebem assistência do projeto fecharam US$ 11 milhões em negócios internacionais. Em 2016, esse número aumentou para US$ 17,4 milhões, um crescimento de aproximadamente 58%. Os resultados de 2017 ainda estão sendo consolidados e serão publicados e divulgados em março de 2018.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) também não ficou atrás e lançou dois editais totalizando R$ 20 milhões em recursos para empresas que desenvolvem jogos eletrônicos. Já a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública destinada a estimular a ciência, também lançou um edital no valor de R$ 15 milhões para o mercado de games no Brasil.

Deixando claro o que são esses valores são divididos em: desenvolvimento de jogos (Ancine) e fortalecimento de mercado (Finep), mostrando que há sim uma visão governamental sobre a importância da fomentação desse mercado. Quanto mais houver isso, mais oportunidades serão abertas e mais o investimento aparecerá.

Já aparecemos em diversos canais de divulgação e, inclusive, o Brasil já mostrou uma forte presença na E3, maior evento de games do mundo, que acontece em Los Angeles, Califórnia.

Tudo que o mercado de games precisa no Brasil é de pessoas qualificadas e dispostas a trabalhar em um processo que é trabalhoso, porém extremamente compensador e em prol da segunda maior indústria de entretenimento do mundo. O Brasil pede e clama por investimentos internos e externos para poder tornar o cenário brasileiro de desenvolvimento de jogos ainda mais conhecido.

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