Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A Dinâmica da Gestão Financeira nas Organizações

por Adriana Telck - professora de Gestão e Negócios do Senac Bento Gonçalves

Gerir finanças é mais do que exercer tarefas meramente operacionais. Uma gestão financeira eficiente e eficaz é, antes de tudo, planejar quais serão as categorias de despesas e receitas que a organização utilizará e o tempo que for necessário para que nada seja esquecido.

Falando em tempo e voltando, a gestão financeira começou há mais de três mil anos atrás onde se trocava mercadorias como: sal, gado e metais. No século II A.C. a moeda de prata deu origem a palavra dinheiro e no século IV A.C. adotou-se nas cédulas de papel e nas moedas a estampagem do soberano Alexandre, O Grande. Para o Brasil a emissão de dinheiro ocorreu no ano de 1964 com a criação do Banco Central, e nos trinta anos seguintes a moeda brasileira vinha desvalorizando pela alta dos preços.

Mas de que forma planejar? Inicialmente pelo planejamento estratégico de longo prazo seguido pelo balanço patrimonial. Mas só isso não basta. O gestor financeiro proativo deve entender dos princípios da administração estratégica que influenciarão no processo decisório, na estrutura organizacional e no sistema de informações. Para isso, deve saber fazer a lição de casa: nada de desorganização financeira ou problemas crônicos de endividamento que são, muitas vezes, fruto de baixa autoestima e acomodação.

Então, perguntas básicas devem ser respondidas: Que fatores foram usados para decidir pela compra ou venda de determinado bem? O ponto de equilíbrio por quantidade e valor foi levantado? Os indicadores financeiro-econômicos estão sendo calculados e dados sua devida importância? O fluxo de caixa está compatível com os objetivos organizacionais?

Objetivos organizacionais? São necessários, caso contrário se age como um barco sem rumo. E é através do planejamento financeiro que é possível identificar as oportunidades e dificuldades, controlar, antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação porque sem o devido planejamento financeiro, a empresa entra na fase de “apagar incêndios”, o que torna a situação financeira e o próprio ambiente extremamente difícil e desmotivador. Assaf Neto (2010) informa que a riqueza de uma organização deve ser mensurada pela qualidade de seus investimentos, obtida pela relação de equilíbrio entre retorno e risco esperados.

Está aí a chave para os gestores financeiros baseados no processo de coaching: o gerenciamento adequado das finanças é o diferencial! Logo, separe as receitas e despesas das pessoas jurídicas e das pessoas físicas. Se houver lucro? Invista! Se houver prejuízo? Analise detalhadamente! Precisando de parcerias? Seguir a metodologia “ganha-ganha”. Se necessitar de financiamentos? Compreender como exceção e não como regra!

A partir do momento em que cada departamento da organização fizer seu planejamento e controle financeiro, a empresa terá seu próprio fluxo de caixa, orçamento e relatório contábeis. Com isso, as informações poderão ser mais precisas e oportunas, auxiliando na melhor tomada de decisão, com altíssimo grau de segurança e, portanto aumentando a eficácia gerencial e contribuindo, sem dúvida, para o crescimento da organização.

Assim, pode-se dizer que a gestão financeira não visa apenas o sucesso financeiro, e sim em um conjunto de variáveis completando um mapa de navegação útil que mostrará onde a organização está, aonde quer chegar e quais caminhos a percorrer. Um exercício constante de disciplina e perseverança. Afinal, já afirma o provérbio chinês: “Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”.

(ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.)

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