Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Globalização no mundo do trabalho e a formação profissional

por Caroline Poles - Docente do Senac Passo Fundo

As profundas transformações tecnológicas que vêm ocorrendo no mundo do trabalho têm provocado diversas alterações no sistema de produção e na organização do trabalho, exigindo, assim, novas exigências também na formação dos profissionais. Esse novo padrão de produção baseado na inovação tecnológica tem cobrado mais conhecimento e habilidade do trabalhador, que deve ser capaz de labutar em um meio ambiente de trabalho que está sempre sofrendo constantes modificações, como por exemplo, operação de máquinas mais complexas e realização de processos de trabalho mais sofisticados.

Sendo assim, se faz necessário refletir a relação das diversas transformações na era da globalização que vem ocorrendo no mundo do trabalho e a relação desta com um novo paradigma de formação profissional. A globalização é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos, e as empresas trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais. Após o surgimento da globalização, os processos de trabalho induziram a mudanças significativas na organização das atividades e no processo produtivo.

Houve um redimensionamento da relação capital/trabalho, um avanço da tecnologia e automação da produção. Consequentemente, vem se exigindo cada vez mais do trabalhador a busca por um ser mais pensante e menos mecanicista, e que seja capaz de cumprir as metas estabelecidas pela empresa. A globalização não beneficiou todas as pessoas de maneira uniforme, já que uma de suas consequências foi a concentração da riqueza em algumas populações. O trabalhador vem sendo substituído por máquinas cada vez mais sofisticadas, sendo desprezada a mão-de-obra menos qualificada. Mas por outro lado, a globalização facilitou o desenvolvimento tecnológico, e beneficiou outras áreas, como por exemplo a saúde, o meio ambiente, e a própria educação.

Assim, surgiu no mercado de trabalho a necessidade de um novo perfil de profissional: o empreendedor, o qualificado, aquele que saiba trabalhar em equipe. Ao mesmo tempo que executa suas atividades laborais, deve buscar soluções para o melhoramento das mesmas. Nesse sentido, a formação deste novo modelo de profissional, exigido pela era da globalização, deve estar baseada nas novas diretrizes curriculares da educação profissional. A Lei Federal nº 9394/96,1 apresenta um novo modelo para a educação profissional; o educador deve guiar o aluno a um permanente e constante desenvolvimento de aptidões para a vida moderna produtiva.

Busca-se superar um modelo antigo de formação profissional baseado unicamente na preparação do aluno para a execução somente de um conjunto de tarefas, muitas vezes de maneira rotineira e burocrática. Deve ser exigido do aluno a busca da compreensão global dos processos produtivos e a busca para a tomada de decisões. Ao aluno não basta mais aprender a fazer, ele deve buscar saber se existem outras maneiras para aquele fazer e ainda questionar o porquê se fez desta ou daquela maneira.

Desta forma, este profissional ainda na sua formação deve desenvolver-se como um ser pensante que seja ágil e capaz de resolver conflitos no ambiente de trabalho. Precisa, ainda, aprender a questionar e não ser um mero telespectador que fica no ambiente de trabalho somente assistindo e aceitando tudo o que lhe é imposto, sem sequer pensar, argumentar e questionar melhorias para o seu processo de trabalho. Pelas novas diretrizes curriculares da educação profissional, nós docentes, precisamos formar profissionais generalistas, ou seja, profissionais que possuam habilidades e competências para atuar neste novo cenário do mercado de trabalho: a era da tecnologia, que cada vez mais vem se modificando e exigindo mais dos trabalhadores, aonde permanecem nos locais de trabalho aqueles que estão sempre buscando se qualificar, aprimorar e a se adaptar às novas exigências do meio ambiente laboral.

Devido a globalização, conclui-se, que os profissionais do futuro deverão possuir um novo perfil, baseado na qualificação profissional; neste sentido os educadores precisam estar atualizados frente às novas mudanças das diretrizes curriculares da educação profissional, às novas mudanças do mercado de trabalho, e ao avanço da tecnologia, a fim de poderem transmitir a este futuro profissional novas formas de se adquirir conhecimentos, preparando este para o novo modelo de mercado de trabalho, competitivo e exigente. 

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