Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A Língua Portuguesa e o neologismo

por Euler da Silva Britto - Docente do Senac Passo Fundo

O português, sendo uma língua flexional, tem ampla margem estrutural para o neologismo, embora, por razões sociolinguísticas, não seja das línguas mais inovadoras, mas a variedade de informações e recursos sobre neologismo faz com que alunos e professores necessitem de uma nova perspectiva de ensino-aprendizagem sobre o tema.  Definimos como neologismos as palavras novas da língua, isto é, as palavras que entraram há pouco tempo ou que ainda estão num processo de integração no léxico da língua. Dentro da língua há transformações e a mesma se renova constantemente.

Muitas palavras tornam-se arcaicas e deixam de ser usadas; outras mudam de significado ou adquirem novas acepções. A criação de neologismos é um dos instrumentos de renovação da língua. Todavia, apesar da renovação constante em seu léxico, a língua tem sua estrutura própria, sua gramática, sua maneira de expressar-se, seu paradigma culto que devem ser observados e, com o surgimento de novas invenções, novos objetos, novos conceitos, enfim, novas ideias. Com isso, faz-se necessário o aparecimento de novos nomes que se adaptem ao significado daquilo que os representa. Não havendo nenhum vocábulo que possa ser adaptado, é imprescindível criar-se um, uma nova palavra, algo especial.

A língua portuguesa utiliza todos esses recursos com maior ou menor sucesso. O léxico português é, basicamente, de origem latina, o que não impediu que ao longo da história de sua formação, venha incorporando elementos das mais variadas procedências tais como: celta, fenícia, hebraica, grega, germana e árabe. Esse só para mencionar os contatos mais íntimos e anteriores à “descoberta” do Brasil.

Na chamada Idade Moderna, os puristas tiveram muito trabalho no combate à invasão de termos de origem francesa, pois a França ditou a moda por muito tempo, sobretudo no século XIX. Atualmente, a maior fonte de contribuição tem sido o Inglês, principalmente no que se refere às telecomunicações.

No Português do Brasil, porém, nem todos os neologismos são resultantes de importações como por exemplo palavras adquiridas da língua indígena.Também são notáveis, embora raros, os casos de formação, por assim dizer, onomatopaica e os casos de formação com elementos pré-existentes, sendo esses transitórios ou não.

Na verdade, esse é um grande tema em questão, cujos aspectos vêm apontando opiniões diferentes e divergentes. Na medida em que os gramáticos e estudiosos da Norma Culta da fala e da escrita defendem a “pureza” da língua e a sua inerência à própria origem, os estudiosos da Ciência da Linguagem – os Linguistas – expõem seu contraponto ao argumentar a respeito do dinamismo da língua e da sua necessidade de se transformar.

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