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Rio Grande do Sul

Artigo

Professor, orientador, psicólogo, pai... O que somos realmente?

por Roberto Scherer Soares - Docente do Senac Três Passos

Desde os primórdios que o papel do professor, outros preferem dizer “educador”, tem sua importância perante a sociedade. Durante séculos, esse profissional foi idolatrado, endeusado, respeitado e por aí adiante. Sua contribuição para o desenvolvimento do mundo que conhecemos atualmente foi imprescindível, quanto a isso não há nenhuma dúvida e surge o questionamento: qual o valor atual desse “ser” em extinção?
 

Que devemos tratar com as diferenças de gênero, raça, poder econômico, comportamentais, físicas, isso já é fato que perdura por muito tempo. Mas qual o motivo dessa cobrança ter aumentado nos últimos tempos? Assumir o papel de pai, psicólogo, orientador é uma atribuição que nunca fizemos antes? É algo que surgiu no fim do século XX?

Ao meu ver, estes aspectos sempre foram inerentes a nossa profissão, no entanto, muitos questionam ser algo que surgiu há pouco. Sempre procuramos orientar, educar, dar conselhos sobre a vida, o trabalho, profissão e tudo mais. Nada que seja novidade para quem atravessa um mar de alunos a cada fase da vida de professor.

Atualmente, existem treinamentos, formações continuadas, oficinas e um emaranhado de coisas para estimular algo que surge naturalmente nessa carreira de educador. O professor é um profissional complexo que tem que atender as necessidades que o mundo nos apresenta a cada era. Um ponto que muitos não possuem conhecimento é que alguns desses treinamentos são baseados em fatos que aconteceram na Idade Média para que sirvam de modelo e exemplo para a geração “eletrônica”, e se põe em cheque a eficiência ou eficácia do método.


Mas afinal o que somos? o professor que coloca os conhecimentos (as ditas matérias), o orientador que mostra o caminho a ser seguido, o psicólogo que está presente para ouvir os problemas existenciais e profissionais, o educador que tem que mostrar como se vive numa sociedade... E, finalmente, o pai que tem que ser rígido e flexível de acordo com cada aluno em questão.


Para não me alongar penso que antes de tudo devemos ser a pessoa que optou por celebrar com todas as famílias do mundo suas alegrias, suas tristezas, seus problemas. A cada dia que passa esse número de profissionais diminui e fica a dúvida: Os nossos alunos terão tempo para serem ensinados, educados, orientados e, finalmente, criados? A pergunta fica no ar, esperando que algum professor, educador, orientador, psicólogo e finalmente pai, ache a resposta.  

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