Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Escolha Profissional

por Lucas da Silva Vital - Docente

O mercado de trabalho demonstra diversas mudanças que com o tempo tornam-se pré-requisitos para os futuros profissionais. É de suma importância que tais transformações sejam adaptáveis dentro da habilidade cognitiva do ser humano, ou seja, temos sempre que estar visando o futuro e almejá-lo da forma certa para que a preparação seja conclusiva. Já dizia Schopenhauer: “A moral da vida é aprender a lidar com o que deu errado” (BUCHSBAUM, 2006, p: 36), porém antes de lidar com o que deu errado podemos ser previsíveis quanto ao erro, como por exemplo escolher de forma certa o caminho profissional a seguir.

4.1 Escolha vocacional

É através da construção de um projeto de vida que o sujeito imagina para si um futuro desejado. A orientação vocacional facilita a elaboração de uma tomada de consciência de si mesmo na descoberta de valores que gostaria de desenvolver. A escolha vocacional é uma expressão de autoconceitos formulados e reformulados ao longo da vida. As pessoas diferem em seus autoconceitos e na maneira de traduzi-los em termos ocupacionais, por isso escolhem diferentes ocupações. O autoconceito (conceito que se tem de si mesmo) se expressa em termos psicológicos – o que uma pessoa percebe ser ela mesma e os outros, podendo ser aptidões, interesses...- e ocupacionais- afirmações relativas e ocupações, que o sujeito faz sobre si ou sobre os outros (1963 apud SUPER).

Como citou Castellá (2006), a escolha de uma profissão é algo que se desenvolve ao longo da vida. As experiências pessoais nos levam a criar características que no futuro ditarão ainda mais a nossa maneira de ser. "O conhecimento de si mesmo é o passo básico no reconhecimento e na escolha vocacional" (BOHOSLAVSKY, 1977).

Pessoas que não se questionam sobre a escolha profissional podem, no futuro, apresentarem comportamentos de frustração quanto a carreira escolhida, pois ao longo de sua formação descobrem que não era aquilo que queria fazer.

Por isso é importante que o indivíduo analise as diferentes profissões que existem e ache aquela que ele mais se identifique. Porém, essa busca pela futura profissão acaba por ser, "uma penosa busca" (CAVALCANTI, 2011, p.14).

Cavalcanti (2011, p. 14), também comentou em seu livro que "o trabalho se encontra no cerne de nossa vida, constituindo o elemento central da nossa existência", por isso tal escolha acaba por ser algo complexo pois envolve todo o nosso futuro e nossos objetivos. Nós, seres humanos, ainda temos a ínfima capacidade de entendermos os bilhões de neurônios do nosso cérebro. Apesar que, para entendermos a mente humana, temos que analisar tudo de forma holística, e mesmo assim ainda chegamos em algo razoavelmente conclusivo.

Para o jovem a escolha da carreira profissional é um processo complexo, pois está em um momento de transição entre adolescência e construção da sua personalidade adulta, neste sentido que, Allport (2012, p. 309) psicólogo e filósofo, americano, disse que "a personalidade é algo complexo demais para ser amarrado numa camisa de força".

É seguido o princípio que Hebart (2012, p.25), filósofo e psicólogo alemão, propôs com a frase "nós não criamos uma ideia do nada, mas sim de um conjunto de pensamentos”. Assim, através de uma experiência criativa será oportunizado o reconhecimento de diversas características de forma indireta, através da interação com as alternativas que o sujeito responde, juntamente com a atuação na solução dos desafios de uma história com um personagem principal. A ideia é proporcionar diversos pensamentos diferentes para o realizador desenvolver a ideia de sua futura área profissional.

Conforme Cavalcanti (2011, p.27):

O sentimento resultante da perfeita adequação das competências profissionais reunidas pelo indivíduo e de seus talentos e propensões naturais aos conteúdos do cargo que ocupa é condição para que não existam perdas, retrabalhos e desperdício de qualquer ordem.

A escolha convicta de uma profissão já eleva as chances do profissional ser bem sucedido e realizar seu trabalho com satisfação. Sarriera (2006, p.38), reitera em seu livro: “Precisamos ressignificar nossas percepções, conhecimentos e sentimentos para que possamos elaborar projetos de vida, organizando nossas ações e intenções sem esquecer de nossa realidade social”.

Com este enfoque é que empresas buscam alternativas para envolver os jovens ao contexto empresarial de modo que construam suas carreiras e encontrem a realização pessoal nela, por isso, utilizar diferentes ferramentas em processos seletivos facilita na inclusão de jovens talentos.

REFERÊNCIAS

BUCHSBAUM, Paulo; Buchsbaum, André. Do Bestial ao Genial – Frases da política; Editora Ediouro. 2006.

CAVALCANTE, Francisco Antonio. Êxito Profissional: Conhecimentos e Atitudes. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.

COLLIN, Catherine; BENSON, Nigel; GINSBURG, Joannah; et al.  O Livro da Psicologia; Editora Globolivros; 2012.

SARRIERA, Jorge Castellá; CÂMARA, Sheila Gonçalves; BERLIN, Cynthia Schwarcz. Formação e Orientação Ocupacional – Manuel para jovens à procura de emprego. 2006.

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