Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O paradoxo da produtividade

por Leandro Sorgetz - Docente do Senac Taquara

Uma coisa tem me incomodado bastante já há algum tempo. É que, na medida em que o ser humano evolui técnica e intelectualmente, também trabalha mais. Não deveria ser o oposto? Estaria algo errado?

Produzimos conhecimento e tecnologia que permitem que desenvolvamos um aparato de equipamentos e metodologias para trabalharmos melhor e mais rápidos. Se fosse assim, por que ainda trabalhamos tanto? Estaríamos, na mesma medida, produzindo mais trabalho também?

Logo que iniciei minha graduação, em 2002, li um artigo que me chamou muita atenção: “O Paradoxo da Produtividade”, termo citado por Robert Solow, economista ganhador do prêmio Nobel em Economia de 1987. Solow parte do pressuposto de que os computadores estariam em toda parte, menos nas estatísticas. “You can see the computer age everywhere but in the productivity statistics.” (Essa afirmação está pautada na incapacidade de se comprovar de que os investimentos em Tecnologia da Informação resultem em melhorias na produtividade das organizações). O objetivo desse artigo não é exatamente explicar ou discutir o Paradoxo da Produtividade, já que isso é feito há bastante tempo, mas despertar a curiosidade e a reflexão pelo principal problema que ele aborda: o dilema de saber se vale mesmo apena investir tanto em Tecnologia da Informação para obter mais produtividade.

Se formos fazer um retrospecto na história veremos, por exemplo, que a eletricidade, depois de inventada, levou 40 anos para fazer a economia americana crescer. Outro exemplo é o do abridor de latas que surgiu apenas 48 anos depois da invenção do alimento enlatado. Considerando que a introdução massiva da Tecnologia da Informação tenha ocorrido com a chegada dos primeiros computadores pessoais a partir da década de 1970, conhecidos como computador da quarta geração, fica a pergunta: É chegado o tempo de termos resultados positivos quanto ao uso dessas tecnologias? Afinal, já se passaram 45 anos. Penso então que, se é tempo de termos resultados quanto a produtividade, podemos nos preparar para que passemos mais com nossos familiares, amigos e colegas. Se a evolução não servir para o bem estar das pessoas, então sim, algo está errado. Reflita a respeito.

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