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Rio Grande do Sul

Artigo

06/08 Dia Nacional dos Profissionais da Educação - Os desafios do educar na contemporaneidade: do saber conhecer ao saber fazer

por Henrique Rauch

Cada dia que passa, a educação assume novos desafios para atingir os objetivos ditados pela sociedade. Novos padrões de qualificação profissional, novas tendências tecnológicas, novas competências, habilidades, maneiras de atender o mercado de trabalho, etc. As pessoas pensam de forma diferente. Vai geração, vem geração e a revolução educacional permanente continuamente preocupada em atender as demandas que surgem a todo instante: seja para atender as exigências do mercado de trabalho e suprir carências, seja para capacitar antecipadamente as pessoas para estarem preparadas para o desafio profissional. 


Educar em tempos contemporâneos é uma arte. Não se pode mais entender o educar como um simples transmitir de conteúdos. Falou-se muito de competências, habilidades e atitudes num passado recente. Mas há de se refletir que, talvez agora, já não mais se consiga dar conta do universo que rodeia o humano somente com as teorias que ainda não foram totalmente exploradas pelos educadores. A aplicabilidade das teorias educacionais não acompanha a exigência comportamental humana para ajudar a desenvolver uma formação integral. 


O conhecimento, a titulação, o volume de cursos de qualificação, a experiência pessoal e profissional não atende mais a necessidade social e profissional do globo terrestre. Algo mais é requisitado. Existe um exagero técnico-científico de “superqualificação”. Os quesitos mais sutis ficaram de lado. A sutileza da inteligência emocional é um exemplo. Não se sabe mais controlar as emoções. Não se sabe mais tolerar, esperar o momento certo, pedir tempo para dar um retorno. Tudo e todos exigem rapidez e pressa na resposta. A ideia de raciocínio rápido se confunde com a pressa: conceitos filosoficamente diferentes. Os jovens estudantes, os adultos em capacitação não escutam o óbvio, os profissionais se dizem prontos, mas esquecem do todo formativo: o comportamento, a inteligência emocional, o aspecto subjetivo que não é mais abordado nas salas de aula. Utiliza-se o pretexto de que “em sala de aula o professor não educa, mas sim, ensina”. Errado! Alguém precisa pensar melhor na missão reservada a quem está à frente do desenvolvimento da humanidade! Se o professor não educa, quem deverá fazê-lo? 


A realidade atual obriga os pais a terceirizarem seus filhos para buscar melhores ganhos profissionais. Sobrecarrega-se a agenda dos jovens com cursos, atividades esportivas, compromissos inúmeros para ocupá-los, sendo que necessitariam orientação de suas mães e pais em casa. A correria pela sobrevivência é uma realidade contemporânea. Os pais, assim, caem no que se chama de “famílias helicóptero” onde centralizam suas vidas em seus filhos e os protegem a qualquer custo, atirando-os à falta de preparo e à inexistência de oportunidades para a formação emocional relativa a solução de problemas nas suas vidas, enfrentamento de desafios e planejamento de futuro. Nem famílias, nem educadores – em sua maioria – querem assumir a responsabilidade de educar para a vida. Uma necessidade iminente. 


Educar em situações como as apresentadas acima requer refletir se realmente se quer ser educador, professor, profissional da educação, enfim. Não basta querer estar na frente da sala de aula transmitindo conteúdos. Educação é preparo para a vida. Educação é formar integralmente desde jovens até adultos maduros. Se pais, famílias, e parentes consanguíneos não fazem sua obrigação de formar na obviedade comportamental e emocional que tanto faz falta para a sociedade atual como um todo, o professor tem de fazê-lo. Alguém precisa apostar todas as fichas no futuro da humanidade. Neste viés, o último que deve perder a esperança por um futuro mais digno, uma sociedade mais fraterna, feliz, responsável e autônoma é o profissional da educação. A educação vale a pena! Ser profissional da educação é a oportunidade de construir desde o presente um futuro deslumbrante e emocionalmente proativo. 

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