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Artigo

A melhor idade ainda melhor

por Deise Anai Pinheiro - Especialista em Saúde Mental e docente do Senac São Leopoldo

Foi a partir de 1970 que o Brasil teve seu perfil demográfico transformado. Nos dias atuais existe um contingente cada vez mais significativo de pessoas com 60 anos ou mais de idade. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2040 a expectativa de vida do brasileiro chegará aos 80 anos. Hoje é possível viver mais e com uma melhor qualidade, crescendo assim o número de idosos ativos que viajam, fazem atividades físicas e se preocupam com o lazer.

Também segundo o IBGE, 35% das pessoas com mais de 60 anos continuam trabalhando, contribuem financeiramente com o orçamento da casa e consomem produtos e serviços. De acordo com o instituto Data Popular, 37% são considerados economicamente ativos e a renda média está 44% acima da renda média nacional. O Brasil conta com 32,4 milhões de pessoas com mais de 55 anos e em 20 anos serão 60,6 milhões. Sim, a população está envelhecendo.

Portanto, diante desse cenário o atendimento ao público de terceira idade é um assunto muito sério e exige simpatia e paciência, principalmente. É preciso ter em mente que nem todos os idosos gozam de boa saúde ou são ativos. Por isso demandam mais cuidados e atenção. Abaixo, confira algumas dicas para prestar um bom atendimento:

Sempre dê boas vindas, pergunte como ele está e do que está precisando naquele momento, mostrando-se solícito;
Atenda o mais rápido que puder. Alguns idosos podem ter dificuldade para ficar em pé, caminhar ou, até mesmo, sentir algum desconforto devido alguma doença. Por isso, faz parte de um bom atendimento ser empático e servi-los o quanto antes;


Dê atenção a tudo e demonstre boa vontade. É comum que, durante o atendimento, os idosos gostem de conversar sobre amenidades ou contar histórias. Nesses momentos não custa nada ser “todo ouvidos” e dar a atenção que eles necessitam. Converse, esteja atento ao que eles falam e demonstre sempre boa vontade ao atendê-los;


Tenha muita paciência, pois a dificuldade para falar e, principalmente, para ouvir estão entre as limitações mais comum entre idosos. Além disso, você pode se deparar com problemas como esquecimento, demora na resposta, entre outras situações atípicas. Nesses casos, é importante ter, novamente, muita paciência. Espere o tempo do idoso, deixe claro que você está ali para atendê-lo e faça perguntas que possam ajudá-lo a falar ou a se lembrar do que precisa;


Use uma linguagem fácil e explique tudo muito bem. Fale de maneira clara e tom adequado, reforçando em seguida, se ele entendeu tudo. Se for o caso, escreva em um papel qualquer orientação que precise ser levada em consideração, para que ele possa se lembrar depois. 

As situações como a quarentena tendem a despertar sentimentos como solidão, estresse, ansiedade, tristeza e depressão. O sono pode ser alterado e o apetite também pode ser impactado. Um cenário propício para, inclusive, agravar problemas crônicos de saúde como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.  Algumas práticas simples, mas que podem garantir a proteção do idoso nesse momento que vivemos são:

Ao chegar à casa do idoso, lave bem as mãos com água e sabão;
Não utilize a mesma roupa que chegou da rua para cuidar dele: leve uma troca de roupa limpa ou um jaleco limpo;
Evite tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
Segure a emoção nestes dias. Nada de beijos e abraços. Os pacientes vão entender que é para o seu bem e o bem deles;
Antes de qualquer procedimento que for realizar com o idoso utilize o álcool em gel;
Procure não falar muito próximo ao idoso para evitar que gotículas de saliva entrem em contato com ele e use máscara;
Mantenha o ambiente arejado e não compartilhe objetos pessoais; 
Quando receber algum pertence ou compra que venha de fora esterilize a embalagem com álcool.

O Brasil já tem um significativo percentual de idosos que será crescente nos próximos anos, demandando serviços públicos e privados especializados. O Estado e a sociedade devem estar preparados para o provimento de cuidado integral a essa população garantindo, assim, uma atenção total e reconhecendo suas características e especificidades proporcionando uma melhor qualidade de vida. 

Como podemos observar, a paciência, a empatia e respeito com a terceira idade são os pilares de um bom atendimento. Esteja sempre ciente de que os idosos merecem respeito e que é preciso ter educação e orgulho dessa geração. 

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