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Rio Grande do Sul

Artigo

A comunicação que gera confiança

por Késia Rocha - Orientadora Educacional da Aprendizagem Profissional do Senac Gramado

O novo coronavírus chegou ao Brasil e muito se tem discutido sobre medidas para reduzir a propagação do vírus que já é considerado uma pandemia. Trabalhadores temem a garantia dos seus empregos, empresários temem ser obrigados a fecharem as suas portas, autônomos temem a capacidade de sustentar o seu negócio. Mas, acima de tudo isso, indivíduos em todo o planeta temem pela saúde própria, de familiares e amigos.

Em meio a tantas informações de prevenção, como fica a relação de confiança entre empregado e empregador?

Nas diversas formas de relacionamentos, a confiança é uma base importante para o crescimento, desenvolvimento e obtenção de bons resultados, seja na vida pessoal ou profissional. É praticamente impossível relacionar com alguém que não confia em nós. As equipes são compostas por indivíduos com necessidades divergentes relacionadas a moralidade, motivação e clareza - todos os quais levam a graus variados de desempenho.

O principal fator para gerar a confiança vem da comunicação e tanto o empregado como o empregador devem um maior cuidado e percepção. Deve existir a preocupação em como isso vai acontecer: dizer o que precisa ser dito cuidando da forma como isso será dito.

Em seu livro “O fim do círculo vicioso” (2017), Márcio Fernandes explica que líderes e liderados devem buscar formas de expressar suas ideias de maneira organizada, compreensível e agradável. Ele também ressalta que a boa comunicação deve ser quente, frequente, fluente, bilateral e transparente.

Parafraseando as características citadas por ele, como podemos configurá-las para tempos de crise? Comunicação quente - é um tipo de comunicação feita em alta definição. A mensagem vem de forma completa e simples, sem que haja muito esforço de entendimento por parte de quem ouve; a linguagem é clara e objetiva. O empregador precisa deixar claro como vê o cenário pandêmico e quais as medidas está tomando para firmar sua marca. Isso transfere confiança ao empregado de forma que este não seja tomado de pavor frente ao cenário econômico que se desenha.

Comunicação frequente – se por um lado o empregado espera não se sentir ‘abandonado’ durante a crise, também precisa mostrar-se engajado e comprometido com todos os desafios que vão surgir. O teletrabalho não extingue a necessidade de conversa e alinhamentos. O feedback ainda precisa ser dado de forma a retificar as mudanças e as novas configurações de trabalho. É uma mensagem a ser respondida “logo que recebe”.

Comunicação fluente – O termo ‘fluente’ vem obviamente da palavra fluir ou atuar como um fluido. É estabelecer uma comunicação que transparece a missão e visão do negócio; falar com confiança e propriedade. Não só no período de crise, mas ainda mais agora, essa comunicação deve ser condizente com os princípios e valores da organização. É essencial que os empregados tenham atitudes coerentes e ajam em prol do fortalecimento da cultura de sua empresa.

Comunicação bilateral – A comunicação bilateral exige reciprocidade, onde por vezes há a necessidade de alteração dos papéis quando se quer entender o cenário. Empregado e empregador tomam providências para permanecerem no mercado, enquanto buscam formas alternativas de reinventar-se frente a pandemia - e essa comunicação deve acontecer como um intercâmbio de ideias que resultará em transformação de comportamentos. Todos precisam ser encorajados a exporem seus pontos de vistas; sempre com a certeza que suas contribuições são reconhecidas e apreciadas.

Comunicação transparente – Aqui, a prioridade é o bom atendimento, a facilitação do contato e, sob nenhuma hipótese, a manipulação de dados, desejos ou de informações. O empregador precisa deixar claro qual atitude espera de seus empregados e qual a forma correta de contribuição. A falta de transparência gera insegurança e baixo engajamento, já que o empregado pode entender que frente a crise, não terá papel algum, além de esperar pela demissão. Uma equipe bem informada é capaz de conhecer suas limitações e seus pontos fortes, aumentando a confiança no trabalho e nos esforços.

Pesquisas indicam que empregados que se sentem desafiados são mais produtivos, mas para funcionar é necessário estabelecer uma relação segura. Somente a partir disso os resultados serão potencializados.

Segundo Warren Buffet, grande investidor americano, “energia e inteligência sem a integridade aliada, mata seu negócio”; é o comportamento ético que alimenta o relacionamento. Seja com os clientes, fornecedores, parceiros, governo e sociedade, palavras como “sinceridade”, “transparência”, “honestidade”, “boa comunicação” e “lealdade” são atributos que se inserem entre os pilares de uma união sólida e permanente.

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