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Rio Grande do Sul

Artigo

Planeta água e a ética da responsabilidade

por Rubiel Cardoso de Souza

Chamada de “ouro azul” do terceiro milênio por muitos estudiosos, a água é fundamental para a sobrevivência de qualquer forma de vida no planeta terra. O volume de água no globo terrestre é de 1,35 milhões de quilômetros cúbicos aproximadamente, sendo que 97% compõem os oceanos e que somente 3% são de água doce incluindo as calotas polares e as geleiras. 

Paradoxalmente, a água, imprescindível à existência de vida na terra, está se transformando em uma grande “vilã”, devido a alguns fatores que envolvem a conjuntura atual. Isto ocorre desde o mau uso dos recursos hídricos ao consumo desenfreado, da falta de políticas públicas às desorganizadas expansões urbanas.

Para que se tenha uma ideia, vamos delimitar a questão da água no cenário brasileiro, isto não quer dizer que, em outros cenários geográficos, tanto em países menos desenvolvidos e até mesmo nos países mais ricos, não ocorra os mesmos problemas. Se por um lado, nos países menos desenvolvidos, a falta de planejamento como de esgotos adequados e de coleta do lixo, que acaba sendo jogado nos rios, é um problema, por outro também nos países mais ricos, onde o consumo é mais acessível, se produz mais lixo, que acaba sendo descartado nos rios, nos mares, contaminando o ecossistema.  

Em solo brasileiro, existem peculiaridades a serem refletidas. Talvez a primeira coisa que venha em nossa mente é: temos a Amazônia, somos ricos em aquíferos, tem água por todo lado, será? Mas o que pouco se pensa é: qual a qualidade da água, tão necessária à vida, que se está consumindo? 

Estudos atuais apontam que a água ingerida pelos brasileiros está brutalmente contaminada pela poluição. A lógica do “progresso” inexorável, que visa o lucro, pouco se interessa se os lençóis freáticos estão sendo contaminados por suas atividades. Mas os fatos revelam que, cotidianamente, grandes indústrias dos mais variáveis seguimentos, como: o setor rural, a indústria de solventes, a de tintas, a de tecidos e a de celulose, entre outras, possuem pouca preocupação de como seus resíduos serão descartados e se irá prejudicar a região local.

Isso tudo não se trata de uma paranoia, tampouco de um cenário apocalíptico. Fala-se aqui de fatos. A presença de metais como o chumbo, o mercúrio, o cromo e o cádmio, por exemplo, descartados nas águas de maneira irresponsável, confluem para desencadear várias doenças, infecções, hepatites, infecções gastrointestinais e até mesmo câncer. Desta forma, a água, que é sinônimo de vida, passa a se transformar em fonte de doenças!

É fundamental que a água seja usada de maneira adequada e com responsabilidade a fim de garantir a sobrevivência de toda forma de vida no planeta. Além disso, é necessário que gestores públicos forneçam políticas eficazes e que fiscalizem, de modo mais eficiente, as empresas que produzem resíduos que contaminam o solo e os lençóis freáticos. Manter os recursos hídricos, que é um patrimônio de todos, não pode ser um assunto restrito aos ambientalistas, é uma obrigação de todos.

Por isso, uma ética da responsabilidade se faz mais do que urgente e deve incluir o engajamento de todos os setores da sociedade, desde gestores públicos promovendo soluções, até o indivíduo comum consumindo com consciência esse recurso natural no cotidiano nos lares. Não há dúvida de que se necessita da água para a sobrevivência, todavia, esta precisa ter qualidade, e isso depende da responsabilidade de cada um no que tange os recursos hídricos. Somente com consciência e com responsabilidade, esse recurso natural poderá continuar a existir para as próximas gerações. Somos todos responsáveis pela água do futuro!  

 

 

 

 

 

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