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Rio Grande do Sul

Artigo

Radiologia Pediátrica

por Fernando Vaz Borba - Docente

Todo o serviço de Radiologia Pediátrica precisa compreender as crianças como pacientes mais frágeis, portanto paciência e carinho são palavras chaves nessa relação Técnico em Radiologia/Paciente e seus acompanhantes. Explicar as instruções de uma forma que elas possam entender é muito importante para o desenvolvimento da confiança e da cooperação.

Idade de Entendimento e Cooperação

Não há uma idade específica em que as crianças atingem essa capacidade de compreensão e entendimento do exame. Existe sim uma variação de criança para criança, e faz-se importante a experiência do profissional na primeira abordagem. Geralmente, porém, a maioria das crianças aos 2 anos de idade consegue se submeter a um estudo radiográfico sem necessidade de imobilização ou auxílio dos pais.

O conhecimento do mundo infantil por parte do técnico em radiologia abrevia e distrai a criança, valorizando motivos infantis e personagens de desenho animado, que são indicados na decoração de uma sala de exames. Essa abordagem inicial faz toda a diferença para o bom desenvolvimento e a realização do estudo. O outro fator, também importante, consiste no preparo técnico da sala, que inclui os procedimentos de imobilização e no tempo da permanência desse paciente na sala de exames.

Apresentação antes do exame e avaliação da criança e dos pais

Durante a apresentação no momento do primeiro encontro, a maior parte dos pacientes estará acompanhada de, pelo menos, um dos pais. Os passos seguintes são importantes:

. Apresente-se como o técnico que irá trabalhar com a criança

. Descubra que informações o médico da criança deu aos pais e ao paciente

. Explique o que irá fazer e quais serão as suas necessidades

Lágrimas, medo e resistência são reações perfeitamente normais para uma criança pequena. O técnico deve comunicar aos pais e ao paciente, em uma linguagem que eles possam entender exatamente o que vai acontecer. O técnico deve construir uma atmosfera de confiança na sala de espera, antes de levar o paciente para a sala de exame radiológico e discutir a necessidade de imobilização como último recurso se a cooperação da criança não for obtida.

Devemos explicar o papel dos pais nesse momento. Existem três possibilidades (opção 3 apenas em caso de gravidez):

1. Pais na sala como observadores, dando suporte e conforto com a sua presença

2. Pais como participantes que atuam na imobilização

3. Pais que permaneceram na sala de espera, não acompanhando a criança durante o exame

Várias vezes a criança que está combativa na sala de espera na presença dos pais ficará mais cooperativa sem os pais. É nesse momento que as habilidades de comunicação do técnico são necessárias. O técnico deve tentar convencer os pais de que é capaz de radiografar o paciente sem a ajuda deles.

A determinação do papel dos pais é importante e requer uma avaliação objetiva do técnico. Se for observado que a ansiedade dos pais vai interferir na cooperação da criança, a opção 3 deve ser escolhida. Os pais, porém, geralmente desejam participar da imobilização da criança, e, se essa for à opção escolhida (se não houver gravidez e com proteção adequada), os procedimentos devem ser cuidadosamente explicados aos pais e ao paciente. Isso incluirá instruções aos pais quanto às técnicas corretas de imobilização. A cooperação e a eficácia do trabalho dos pais aumentam com o entendimento de que, quanto mais firme e adequada for à imobilização, melhor será a qualidade do exame e menor a exposição do paciente à radiação.

Imobilização

Pacientes pediátricos incluem de lactentes até pacientes com 12 a 14 anos de idade. Porém crianças mais velhas podem ser tratadas como adultos, exceto pelo cuidado especial com a proteção das gônadas e a redução dos fatores de exposição por causa de seu menor tamanho. As radiografias de lactentes e crianças entre 1 a 2 anos de idade requerem cuidados especiais para prevenir movimentos durante a exposição radiológica. Na prática radiológica pediátrica geral, deve-se sempre utilizar o menor tempo de exposição e amperagem possível para minimizar o borramento da imagem decorrente do movimento do paciente. Porém, mesmo com baixos tempos de exposição, a prevenção do movimento durante a exposição é um desafio constante na radiologia pediátrica, sendo essenciais os procedimentos de imobilização.

 

Proteção Radiológica

Repetição Mínima

A redução de exposições repetidas é fundamental, principalmente em crianças pequenas, cujas células em desenvolvimento são especialmente sensíveis aos efeitos da radiação. Imobilização apropriada, alta amperagem e técnicas com tempo de exposição curta vão reduzir a incidência de artefatos de movimento.

 

Proteção Gonadal

As gônadas das crianças devem ser sempre protegidas com protetores de contato, a não ser que essas proteções obscureçam a anatomia do abdome inferior e da pelve. Por conta da frequente solicitação por parte dos pais com relação à proteção gonadal de seus filhos, eles devem ser informados das outras medidas de segurança utilizadas na proteção radiológica, como a colimação fechada, técnicas com dose baixa de radiação e menor número de exposições. Para aliviar a angústia dos pais, o técnico deve explicar em linguagem clara e simples as práticas de proteção e as suas bases.

 

Proteção dos Pais

Se os pais permanecerem na sala de exame, eles devem utilizar aventais de chumbo. Se as suas mãos estiverem no campo ou próximo a ele, eles devem receber luvas de chumbo.

Se a mãe ou uma responsável em idade fértil desejar acompanhar o procedimento, o técnico deve perguntar se ela está grávida antes de permitir a sua permanência na sala de exame. Ela não pode ser admitida na sala se estiver grávida, embora possa permanecer na área de controle.

 

Preparação da Criança

Após trazer a criança até a sala de exame e explicar o procedimento ao paciente e aos pais, o técnico deve despir a área a ser examinada de roupas, ataduras ou fraldas. Isso é necessário para prevenir o aparecimento de sombras e artefatos na radiografia por causa do baixo tempo de exposição para o tamanho do paciente.

Com os cuidados adequados conseguimos resultados maravilhosos, com menor trauma possível para a criança e a tranquilidade dos pais e acompanhantes.

Fonte de Pesquisa: Bontrager Técnica Radiológica 5ª Edição

 

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