Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O papel da enfermagem na cena do parto

por Daiana Fontoura - Docente do Senac Uruguaiana

A Lei 7.498/86 que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, estabelece que essa profissão seja exercida por enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, respeitando seu grau de formação, respectivamente. Assim, o técnico de enfermagem no uso de suas atribuições presta assistência de enfermagem à gestante, parturiente e puérpera acolhendo não só a paciente, mas todos os acompanhantes, fornecendo informações e ajudando nas decisões.

O processo gestacional, o parto e o puerpério constituem uma das experiências mais enriquecedoras e significativas da vida humana e a enfermagem tem o privilégio de fazer parte desse momento, desempenhando papel importante na assistência prestada tendo a oportunidade de colocar em prática todo seu conhecimento aliado ao suporte emocional que a mulher irá necessitar. Assim, deve-se manter compromisso com a melhoria das condições de trabalho, respeito aos momentos críticos, reconhecendo as prioridades de atendimento, intervindo quando preciso para garantir a saúde da mulher e do recém-nascido.

As atribuições das vivências de cada mulher são particulares e essas vivências certamente serão utilizadas em outras experiências. Cabe então, implementar práticas obstétricas humanizadas abrindo um espaço construtivo de saberes envolvendo o ensinar e o aprender de forma horizontal, buscando redirecionar o parto como evento fisiológico que possui vários significados para a parturiente e sua rede social. Para que isso seja possível, deve haver comprometimento dos profissionais com a qualidade do nascimento, empoderando as mulheres para que as mesmas possam resgatar a sua autonomia vivenciando este momento tão significativo de forma plena.

A humanização da assistência traduz-se a partir das necessidades de mudanças sobre a compreensão do parto. É fundamental que o técnico de enfermagem, que permanece a maior parte do tempo assistindo às gestantes, parturientes e puérperas, apresente uma conduta adequada frente ao processo de nascer e reconheça a diversidade de crenças, culturas, expectativas e anseios que estas carregam consigo neste período. Para tanto, faz-se necessário que a assistência prestada seja individualizada, visto que cada mulher vivencia o parto e o nascimento de seu filho de forma única e que isto refletirá de forma positiva ou negativa na relação mãe/recém-nascido.

O técnico de enfermagem deve ter a consciência de que é um dos primeiros a ter maior contato com o recém-nascido e mais do que tocar o corpo, está tocando a alma humana fazendo parte da história de cada um e assumindo responsabilidades na manutenção do vínculo entre mãe/recém-nascido/família.

 

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