Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Desperte para a Inovação

por Sérgio Gualdi Ferreira da Silva Filho - Professor do Senac Floresta

Inovação é um assunto extremamente interessante, controverso e prostituído em meio aos modismos que cercam a gestão empresarial. Todos pregam uma atuação inovadora, mas poucos efetivamente se preocupam com processos que façam a inovação acontecer. Antes de adentrar no processo de inovação e seus desmembramentos, vale destacar o conceito desta palavra tão em voga: segundo a OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (1997) “uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.”

Ou seja, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a inovação não ocorre apenas em produtos e processos, mas no ambiente organizacional de forma geral. Contudo, a inovação deve ter impacto significativo no bolso dos empresários: inovação tem que dar dinheiro, senão não é inovação. Nobrega e Lima (2010) afirmam que “Inovação hoje é o que qualidade representava há 20 anos: é a condição para ficar no jogo”. Jogo esse repleto de armadilhas e percalços que, muitas vezes, são responsáveis pela decadência de uma organização.

O mercado está saturado: fato! A concorrência é global: verdade absoluta! Então, como sobreviver e destacar-se em meio a esta selva chamada mercado? A empresa deve trabalhar arduamente para tornar os seus próprios produtos obsoletos, pois se ela não o fizer, a concorrência com certeza o fará. Qualidade e eficiência operacional são importantes, mas para obter destaque nos dias atuais é fundamental inovar sistematicamente. Transformar ideias em resultado positivo. Para que isso seja possível, é necessário criar uma cultura inovativa, com processos bem estruturados que favoreçam a geração e a implemantação de novas ideias. Inventividade em vez de criatividade. A inventividade compôe-se de criatividade e aplicação, nas mesmas proporções. A inovação deve, obrigatoriamente, estar alinhada à estratégia do negócio, dando sustentação à sua consecução e sendo fator de diferenciação em relação à concorrência. Cada organização deve encontrar a melhor maneira de utilizar suas características para competir de forma única, gerando uma proposta de valor para o mercado.

Ressalta-se, ainda, a importância de mensurar os resultados obtidos com a implantação de novas ações. Os indicadores devem, não apenas medir o desempenho de uma organização, incluindo-se nesta medição os impactos da inovação, mas também embasar toda e qualquer tomada de decisão. O mundo não é movido por “achismos”, mas sim por métodos que permitam uma adequada gestão empresarial, norteada por informação, que produza resultados positivos. 

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