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Rio Grande do Sul

Artigo

Pinda Chinesa: um intercâmbio cultural

por Pedro Brum - Docente do Senac Centro Histórico

Muitas das técnicas de massagem hoje utilizadas pela Massoterapia são oriundas de técnicas tradicionais da Medicina Oriental. Muitas delas utilizam como base os princípios da Medicina Tradicional Chinesa e outras fazem uso dos ensinamentos contidos no Livro dos Vedas, conhecimentos que foram ofertados pelos deuses Hindus ao homem e que hoje estão presentes na Medicina Ayurveda.

Estas medicinas tradicionais se encontram extremamente atuantes no Ocidente, porém, não como os fundamentos da própria medicina em si, mas sim, como Técnicas complementares, terapias alternativas, ou ainda, terapias holísticas.

A Pinda Chinesa é uma técnica que desperta bastante curiosidade ao olhar dos consumidores das terapias complementares. Originalmente, a “Pinda Chinesa” possui suas raízes na Índia, justamente como um dos inúmeros recursos da Medicina Ayurveda.

A base dos ensinamentos Vedas traz princípios “naturopatas”, ou seja, podemos tratar nosso corpo com apenas aquilo que podemos comer, recursos naturais. Seguindo este preceito, uma técnica de massagem, ou medicinal, conhecida como Pinda Sweda (Pinda Chinesa para os indianos) utiliza de alimentos cozidos para o tratamento de doenças do corpo. Entretanto, estes alimentos não são ingeridos, e sim envolvidos por um saquinho de tecido, geralmente linho ou algodão, embebidos em leite de cabra aquecido, e massageados em nosso corpo em locais e pontos específicos. Frequentemente utilizados para a prática arroz cozido com especiarias, como cravo, canela, alecrim, cascas de frutas, entre outros.

Uma grande expansão comercial que ocorria no Oriente há milênios atrás, não se tem certeza da data, proporcionou uma rica troca de ensinamentos entre a cultura indiana e chinesa. Dessa forma, a Pinda Sweda fora levada para a China. Na China, esta técnica sofreu algumas alterações de acordo com a cultura local e recebeu uma configuração um pouco diferente.

Sua nova configuração chinesa trazia poucas modificações, houve basicamente a substituição do principal elemento da Pinda Sweda, que até então era o arroz, por sal grosso. O veículo de aplicação também foi alterado, ao invés de leite de cabra, óleo vegetal aquecido integrou a técnica, dando origem à Pinda Chinesa.

A técnica entrou para o Hall das terapias da Medicina Tradicional Chinesa, unindo-se aos fundamentos da Acupuntura, trabalhando juntamente com os princípios energéticos dos Meridianos de energia. A então Pinda Chinesa foi muito bem aceita pelos países Ocidentais, principalmente o Brasil, onde a técnica vem sendo amplamente utilizada em SPA´s e também por terapeutas e massoterapeutas que trabalham associando suas técnicas às terapias holísticas.

O objetivo de ambas as técnicas é trazer equilíbrio e bem-estar para o corpo e a mente por meio das propriedades terapêuticas proporcionadas pelo próprio ato de massagear o corpo. Além dos benefícios fisiológicos oferecidos pela massagem, também se beneficia através do uso dos princípios ativos de plantas e especiarias que são alocadas no interior destes saquinhos de algodão, que são liberados através do aquecimento proporcionados por seus veículos de aplicação.

Seja qual for a técnica, a origem, os fundamentos ou recursos, um profissional da área da massoterapia tem ao alcance de suas mãos um imenso acervo de técnicas e terapias complementares à sua disposição. Técnicas que cada vez são mais procuradas pela população que se preocupa com sua saúde, bem-estar e plenitude. Lembrando que saúde vai muito além do corpo funcionando em harmonia!

 

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