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Rio Grande do Sul

Artigo

A melhor idade é agora

por Julia Cavalheiro - Coordenadora dos cursos de Saúde do Senac Santana do Livramento

O envelhecimento é um processo natural do ser humano. É um momento desafiador. Queremos viver mais, mas não queremos envelhecer. Nossa relação com o envelhecimento é singular e dependente das experiências vivenciadas, da nossa história pessoal, nossas crenças e o valor cultural e social agregado ao longo da vida. Esse tempo que se tenta inutilmente controlar é também responsável por algumas das transformações que vivemos, mas que nem sempre percebemos: a experiência e maturidade que conquistamos.

O crescimento exponencial da população idosa no Brasil corrobora para reflexão de novos desafios que iniciam pelo contexto familiar desse idoso, bem como as pessoas de seu convívio social, que tem papel imprescindível no estabelecimento de uma rede de apoio para o suporte às mudanças físicas e cognitivas. Uma velhice saudável precisa de compaixão e compreensão, ambiente alegre e estímulo físico e cognitivo contínuo.

Em tempos de pandemia, por exemplo, onde as restrições são inúmeras e ser idoso é sinônimo de conviver com constante risco, torna-se ainda mais importante um olhar diferenciado para essa população que mudou sua rotina e seus processos para cuidar da saúde. É preciso compreender que quarentena e isolamento social não significam abandono. Mesmo em restrição social, os idosos necessitam de gestos acolhedores, atenção e amor. 

Utilizar estratégias que aproximem as famílias e os idosos do convívio social, mesmo sendo virtualmente, são importantes para manutenção da autoestima e bem-estar dessa população. As inovações tecnológicas estão presentes para que possamos ensinar esta geração à utilizá-las em benefício próprio. A internet é uma excelente ferramenta, pois possibilita leituras, acesso a diversas músicas, aulas virtuais entre outras atividades que contribuem para manutenção de uma vida ativa e o afastamento de doenças psíquicas como a depressão.

Ainda neste sentido, para manter uma vida socialmente ativa, na melhor idade, é fundamental o acesso às práticas de desenvolvimento cognitivo, tais como, participação em jogos, meditação, yoga, exercícios respiratórios entre outros. Tais práticas auxiliam ao idoso na constante perspectiva de dias melhores e felizes e ainda afastam doenças neurológicas como Alzheimer e outras demências.

Assim, envelhecer não é sinônimo de solidão. É sinônimo de experiência, empatia e vida. É preciso estar presente para poder presenciar esse lindo processo natural da vida. Uma das únicas certezas que temos é que desde o nascimento estamos envelhecendo.  Então, você não acha que a melhor idade é agora?

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