Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Aprendi

por Rafael Damé - Mestre

A fase dos 40 anos é por demais interessante. No meu caso, é o momento onde identifico a quantidade de tempo que perdi com condições imutáveis. Desde meus vinte anos ouço que devo focar em mudanças próprias,  já que dificilmente realizarei as alheias, porém, é na fase dos quarenta que efetivamente agi na forma de aceitar, ou melhor, viver nas adversidades. 

Não é de hoje que ouvimos de pessoas mais experientes, a vontade de terem menos idade, porém com a experiência dos mais velhos. Aquelas coisas impossíveis que tornariam a vida com menos graça, impossibilidades que não nos permitiriam viver sem o enfrentamento dos erros. 

No meio de toda essa “filosofia de boteco”, separo os “ingredientes” do cenário que formei e “pinço” o “tempero” que dá “sabor” a toda essa “receita”, o risco. Quanto temor o tal do risco trás para os medianos, os confortáveis, os estáveis... Quanto medo trás a mudança para as mentes quietas e tementes ao esperado, não é triste, é perfil. 

Não há dúvida que se realizarmos um levantamento nacional, afim de identificarmos o perfil da maioria das pessoas frente aos desafios do cotidiano, a maioria será composta por seres que buscam a tranquilidade de uma estabilidade. 

Esta forma justifica o temor que assola o dia a dia de nosso país, um lugar que devido aos mandos e desmandos, não permite mais que exista uma maioria segura, obrigando assim que esse grande grupo passe a acostumar-se com o desconhecido, como? Simples, correndo riscos. 

Correr risco é crescer, é ser estratégico, é treinar o intelecto, é aprender a decidir, quem corre risco, amadurece, faz história, ganha know how, “cria casca”. 

O histórico que caracteriza a “corrida” entre os “cascudos” e os estáveis mostra uma larga vantagem aos primeiros, seriam estes mais rápidos? Talvez, são estes os que têm mais uma opção de caminho até a chegada, os que conhecem os atalhos. Alguns dizem que tal sabedoria seria fruto de uma certa “malandragem”, não discuto, pode ser, até porque, a malandragem pode ser resultado dos erros ocorridos através de tentativas, que ao fim e ao cabo, trouxe aos mais rápidos o ingrediente imprescindível dessa receita de velocidade, o aprendizado.

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