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Rio Grande do Sul

Artigo

?Amélia, linda, recatada e do lar?

por Rafael Damé - Mestre

Quando Mario Lago escreveu “Ai que Saudade da Amélia”, vivíamos em outro Brasil. A malandragem era divertida, não por ser avessa ao progresso, e sim por não prejudicar ninguém, a não ser, por vezes quem a praticava. 

Dizer que, boa era a mulher que “pensava em luxo e riqueza...” não carecia interpretação, era canção, era melodia, era diversão. O Brasil era leve, pelo menos neste contexto, era muito leve. 

Não acredito que as recentes polêmicas envolvendo perfis femininos tenham crescido pelo fato das pessoas terem mais voz ativa através das redes sociais, etc. O aumento se dá sim, pela falta de escrúpulos, personalidade e porque não, senso do ridículo. 

Vivemos hoje num Brasil dos extremos, ou você é muito de direita ou muito de esquerda, ou você é muito liberal ou muito fascista, o Brasil perdeu o diálogo. 

Mas porque meus textos, normalmente com vieses no marketing, hoje transitam pelas palavras de Mario Lago e a melodia do velho Ataulfo Alves? Simples, venho aqui falar sobre a nova “inimiga” de Amélia, o sucesso viral da semana que passou, Marcela Temmer. 

Para o Wikipedia, Marketing Viral são técnicas existentes no sentido de explorar a força da internet para aumentos exponenciais e conhecimentos de marca, com processos similares a extensão de uma “epidemia”. 

Como profissional de marketing, sou obrigado a considerar a hipótese de que a jornalista Juliana Linhares, autora do referido texto, teve a intenção de “viralizar”, escrevendo algo polêmico que mexeria com grupos feministas, ou mesmo com o sexo feminino em geral, além do que, traria o nome de sua Revista para os trend topics das redes sociais, principalmente considerando a época que estamos vivendo no que tange ao cenário político e do atual perfil lamentável do ser Brasileiro. 

Assim, não podemos dizer que a jornalista inovou, porém usou de uma brecha da possibilidade de exposição de seu texto, alicerçada nas características que infelizmente hoje definem o Brasil que vivemos: disputas, conflitos, preconceitos, estereótipos, generalizações e extremismos. 

O Brasil de hoje é raivoso, vive um processo de uma cegueira acelerada pela ignorância de grupos que defendem suas preferências, mesmo que em detrimento do ambiente que precisam para viver. 

Acredito que se Mario Lago estivesse hoje vivo, diria para sentarmos em um bar, pedirmos uma cerveja e esperar a calmaria, por enquanto, seguimos nos “cuspindo”. 


Mesmo sem ter vivido a época, me sinto em condições de ter saudade de um tempo em que se podia “pensar em luxo e riqueza...”, “ou mesmo achar bonito não ter o que comer...”, sem ser pichado disso ou daquilo, “ai que saudade da Amélia”. 

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