Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Vivendo, Aprendendo E Ensinando: Compartilhando Minha Experiência

por Prof. Esp. Luís Teodoro Quintana Peixoto

Propondo-se a encarar o desafio diário que é a reinvenção da prática docente, há de se entender primeiramente o ambiente educacional atual e suas características. 

A primeira que convém ressaltar é o acesso a tecnologia. Os estudantes buscam e obtém a informação em um click, nas palmas de suas mãos. Embora esta informação ainda seja “rasa”, ela está disponível de forma instantânea. O segundo aspecto é a pluralidade do estudante. Muitos dos que estação em sala de aula fazendo um curso, talvez não tenham certeza de que seguirão naquela carreira. Cabe aqui uma análise do que chamamos gerações X, Y, Millenials, We, Juventude Digital, Z, etc. Esta análise poderá direcionar as estratégias de abordagem em sala de aula. 
 

Outro aspecto relevante, e talvez o mais importante, diz respeito ao entendimento do perfil docente necessário e de seu papel em sala de aula. Não há mais espaço para pedantismos, e a resiliência torna-se fator chave para a adaptação 
aos novos modelos de “ensinagem” e aprendizagem. Tomando como base o aspecto inserção tecnológica, seguem algumas práticas adotadas em sala de aula: 

a. Estudos de texto: os estudantes pesquisam cases e artigos na web, relacionados ao conteúdo ministrado, utilizando seus telefones celulares. Os casos, textos e artigos são discutidos, analisados e criticizados. Subentende-se que, nestes casos, busca-se a informação mais “rasa”, disponível e acessível de forma instantânea, submetendo esta, através 
do diálogo, ao senso crítico, linkando com o conteúdo técnico e transformando esta informação em conhecimento. Os critérios de avaliação utilizados são participação nos debates e redação escrita de interpretações. 
 

b. Projetos de criação: No primeiro módulo do Curso (detenho-me aqui no Curso Técnico em Logística), os alunos são desafiados a criarem um produto inovador, não existente, que poderia mudar e melhorar a vida da humanidade. Através da pesquisa, discussão, mas principalmente do uso dos fatores criatividade e inovação, os alunos desenvolvem um projeto, embasado nos conceitos teóricos dos componentes curriculares trabalhados. A avaliação leva em consideração o conhecimento técnico, apresentado sob a forma de relatório e painel de apresentação, mas também considera-se como critério de avaliação a inovação e a criatividade. A cada aspecto destes é atribuído um peso (ponderação), combinado como os próprios estudantes de antemão. 
Detendo-se agora na questão pluralidade dos alunos. Aqui o desafio é criar um ambiente de aprendizado que seja interessante tanto para aqueles que se enquadram na geração X, quanto para os que se “encaixam” na geração Z. 
 

c. Comedização das aulas expositivas/discursivas: Esta estratégia, muitas vezes caracterizadas como stand up comedy, têm-se mostrado bastante eficiente e assertivo, principalmente quando se propõe a discussão de assuntos que possam ser ilustrados com situações cotidianas, tanto no âmbito pessoal, quanto no empresarial. Estas práticas “quebram o gelo” e estimulam a discussão, pois as estudantes sentem-se mais a vontade para exporem também situações presenciadas e conhecidas por eles. As discussões e participações podem ser avaliadas dentro dos conceitos de competências propostas pelo modelo. 
 

d. Simulações práticas através de dinâmicas de grupo: Como não se dispõe de laboratórios de logística, cria-se em salas de aula simulações de negócios, processos e operações, onde os estudantes, frente a uma situação problema, precisam realizar uma determinada tarefa. Como exemplos, trabalha-se através destes jogos e simulações gerenciamento de estoques, produção, distribuição, compras, armazenamento, logística 
reversa, etc. As avaliações são realizadas de acordo com as competências apresentadas. 

e. Visitas Técnicas com estudos de caso: São realizadas visitações a empresas, a fins de demonstrar na prática como se dão os processos logísticos. Além disso, os estudantes são desafiados a elaborarem estudos de caso específicos em empresas. 
Trazendo agora a importância da adaptabilidade docente para com os novos paradigmas da docência. Entende-se que a troca de vivências e experiências entre professores e alunos é preponderante para a construção do conhecimento em sala de aula. 

f. Análise das aspirações: Como prática recorrente, no primeiro encontro com as turmas, é solicitado que cada estudante redija um documento, apresentando seu perfil, aspirações, o que esperam do curso e, principalmente, dos docentes. Este documento serve com base para a estruturação dos modelos pedagógicos a serem adotados em aula por todos os docentes. Este trabalho é feito também no reinício de cada módulo, propondo que os estudantes redijam também, de forma anônima, uma avaliação dos docentes, assim como os próprios docentes fornecem feedbacks individuais e grupais sobre as turmas e estudantes. 


Sendo assim, estas são as principais práticas adotadas, que buscam alinhar as aspirações individuais, tanto de estudantes como de docentes, com o atual contexto da educação no mundo, tornando o processo de aprendizagem e “ensinagem” mais prazeroso e com ótimos resultados. Estes últimos, medidos através das pesquisas de satisfação e do excelente índice de inserção no mercado de trabalho de alunos egressos.

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