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Rio Grande do Sul

Artigo

Competência Interpessoal e convivência Humana nas relações de Trabalho e sua diversidade

por Vanise Valiente - Psicóloga Docente da Fatec Pelotas

Sou uma estudiosa sobre o comportamento humano e limito-me a expor referências pelas quais transito referentes ao assunto, entendendo que há uma infinidade de abordagens sobre o tema. Há algum tempo realizo palestras sobre competência interpessoal e a convivência humana nas relações de trabalho e sua diversidade. A capacidade interpessoal e situacional está ligada a habilidade de lidar de forma eficaz com os outros e de forma adequada às necessidades e exigências de cada situação.

Como assim? As relações humanas acontecem pela capacidade que o ser humano possui em utilizar as máscaras necessárias para a convivência social. Quem vai ao trabalho de pijama, a não ser no inverno quando estiver muito frio? O pijama estará por baixo das “roupas” socialmente aceitas para a exposição em público. Se utilizamos máscaras no convívio, o primeiro requisito para estabelecer relações interpessoais saudáveis baseadas na interação e respeito pelo próximo está ligado ao autoconhecimento.

Edgar Morin, filósofo, antropólogo, um estudioso na área da educação, esteve no Brasil para o 1º Encontro Internacional Educação 360, Sesc/RJ, em setembro de 2014 e fez uma afirmação para refletir: “acumulamos saberes, mas não sabemos organizá-los. No acúmulo de informações e conhecimento esquece-se de questões importantes. É preciso conhecer o “eu” e o “nós”, precisa-se compreender o “outro” e esse trabalho, árduo, deve iniciar pelo autoconhecimento. É preciso refletir sobre as facilidades e dificuldades relacionais individuais.

Como? Pode-se utilizar alguns caminhos, através da percepção acurada de si, usando o grilo falante que está dentro de cada um, através de uma conversa consigo mesmo; através do Feedback dos outros. No entanto, a reação que as pessoas apresentam a fala dos outros, muitas vezes, é interpretada de forma errônea, perde-se a chance de aprendizado sobre si. A dificuldade de lidar com os próprios conflitos é outro impedimento, além da resistência a mudança de ponto de vista, em função da fala de terceiros.

Enxergar uma mesma situação de vários ângulos com formas criativas pode ser um dos tantos caminhos para a flexibilidade. O relacionamento em si, envolve questões emocionais e afetivas. As pessoas pensam, sentem, agem e reagem de formas diferentes. Se cada um é detentor de um jeito só seu, e aqui vamos nos encaminhando para o encerramento desse escrito, o mais difícil na dinâmica interpessoal, é a compreensão “dolorosa” de que algumas vezes nossas formas usuais não são adequadas, é preciso mudar e assumir riscos. E como disse o nosso poeta gaúcho Mário Quintana, “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver"... Simplesmente, disse eu. Mas como é difícil!

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