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Rio Grande do Sul

Artigo

Malícia x Sabedoria: os desafios do educador do Séc. XXI

por Luís Teodoro Peixoto - Coordenador do curso Técnico em Logística da Fatec Pelotas

“Se denominarmos conhecimento apenas o conjunto de dados e relações que um homem carrega consigo e tem a sua pronta disposição, num dado momento da sua existência, o conhecimento será não apenas drasticamente limitado, mas informe e flutuante.”

Analisando (e entendendo) esta frase, de propriedade intelectual do filósofo Olavo de Carvalho, e traçando um paralelo com o desafio diário de sermos educadores que atuam com jovens e adolescentes (sim, aquele grupo pertencente à famosa “fase de transição”, onde não se é criança para algumas coisas, tampouco adulto para outras), torna-se perfeitamente admissível que se busque (enquanto educador) uma “invasão” aos ideais de vida e aos planos para o futuro traçados por estes jovens. Mas, ao mesmo tempo, nos questionamos: será que eles realmente possuem um plano?

Talvez não. Mas informação com certeza eles possuem. Nunca houve tanta informação disponível em um único click. Livros online, artigos, teses sobre tudo e sobre todos. Tudo ali. Superficialmente, ali.

Por isso, percebo uma necessidade cada vez maior de nos incluirmos como agentes de desenvolvimento do conhecimento para esses jovens, mas daquele conhecimento transcendental, real, que alia o conhecimento proporcionado pela informação fornecida pelo esquema quadro – powerpoint – internet – caderno (disponível, informe e flutuante) ao conhecimento do ser, de suas aspirações, desejos e inquietações. Ah, ok... Jovens de 17 anos tem dificuldade de saber o que querem da vida. Certo, mas podemos inspirar a reflexão sobre o que eles NÃO querem ser. E isso já pode ser um começo.

Mas e a malícia desses jovens? O jeitinho e a explicação para tudo? E a tal necessidade da transgressão, do proibido, do incorreto? Uma necessidade óbvia de inclusão em grupos sociais, que fazem daqueles que realmente pensam (ou deveriam) no futuro deles (a família, cada vez mais distante e alegando falta de tempo – mas na verdade buscando uma justificativa para sua dispersão; e os educadores, cada vez mais alheios – e cansados desse “mais do mesmo”) parecerem os inimigos reais, com seus conselhos sobre a “vida lá fora” (real, dura e implacável), calcados em suas experiências, desgostos, erros e acertos.

Ah, sim... Obviamente, já fui jovem também, assim como a maioria de meus colegas balzaquianos como eu, e tive exatamente o mesmo comportamento que meus alunos têm hoje (mas não o mesmo acesso a informação...). Tive em minha vida mestres que me ofereceram informação e outros, conhecimento (real). Absorvi de tudo um pouco. Mas aprendi errando. E vou continuar aprendendo, errando talvez um pouco menos. Assim como meus mestres também erraram. Assim como meus pais também erraram. A conclusão que chego? “SAPIENTIAM AUTEM NON VINCIT MALITIA”, isso é “A malícia não vence a sabedoria”.

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