Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Um olhar pela diferença

por Ariane Luisa Nedel e Patricia de Borba Lunardon - Docentes de Gestão Senac Montenegro

Enquanto o preconceito impera, a sociedade padece. Todos os dias, colocamos à prova nossos valores, ideais, julgamentos e reflexões, enquanto transitamos em uma era de mudanças sociais ímpares e cruciais. A escola exerce um papel fundamental na criação de um ser cidadão do mundo e, inegavelmente, precisa colocar o ser humano de frente com suas convicções. É nesse espaço que podemos transformar, compilar e lapidar as opiniões e princípios de cada aluno, no sentido de fazê-lo refletir sobre o outro e suas diferenças.

As práticas que podem ser aplicadas em sala de aula pelos docentes devem ser bem planejadas, ter um olhar sensível e crítico, despojado de próprios prejulgamentos. Aqui, nós como educadores e agentes transformadores, necessitamos nos despir daquilo que nos convêm e pousar nossas convenções no lado de fora da alma.

Quantos de nós, hoje professores, tínhamos a ideia de que viveríamos em uma sala de aula, tratando com tantas diferenças e preconceitos? As diferenças existem sim e trabalhamos com as mais diversas situações. Observamos que as pessoas não estão preparadas para tamanha diversidade, mesmo nós, docentes, às vezes nos deparamos com acontecimentos que nos deixam constrangidos por não estarmos aptos a lidar com eles. Se olharmos atentamente em nossa volta, encontraremos uma situação, seja ela de deficiência física ou diferença de cor, opção sexual, diferença de idades, aspectos esses corriqueiros, mas que em muitos casos acabam por se tornar importantes na vida do ser humano.

Para Cortella, os profissionais de hoje devem ser flexíveis e estar dispostos à mudança. “Ser flexível significa ser capaz de, sem alterar seus princípios e valores básicos, enxergar e viver a realidade de outros modos”. Ele explica que a flexibilidade se caracteriza pela capacidade de romper algumas amarras e preconceitos. “Muitas vezes, essas amarras tornam as pessoas reféns de uma condição que, parecendo segura e confortável, pode ser indicadora de indigência e fragilidade intelectual”.

Os seres constroem seus sentimentos nos grupos em que vivem, sejam eles o ambiente de trabalho, escola, família, amigos. É por meio de conversas, de visões e de crenças que formam suas representações. Dentro do ambiente escolar, temos de fazer nossa parte. Se estivermos em dúvida ou desconfortáveis com algumas atitudes, tenhamos a maturidade de nos informar e fazer o possível para entender essas nuances. Na verdade, as sutilezas da vida não passam de falta de conhecimento e de interesse de estarmos abertos para o mundo. 

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato
Top of mind 2018
Top de marketing ADVB 2018
Great Place to Work 2018
Top Ser Humano 2018
Melhores em Gestão 2018