Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A modernidade e a individualidade social e do trabalho

por Ângela Cândido da Silva - Docente Senac Taquara

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (2001), desenvolveu o conceito de modernidade líquida, estudando características que julga fazerem parte do dia-a-dia da sociedade moderna. Sua teoria diz que nossa sociedade passa por uma série de transformações e o ser humano encontra-se cada vez mais individualizado, desapegado e acreditando nas ações provisórias. Nossa realidade, em termos de sociedade, oferece pouca segurança, certezas e garantias e acrescenta que a classe trabalhadora demonstra sentimentos de ser pouco valorizada e considerada de fácil substituição. Por sua vez, os funcionários, reconhecendo-se assim, não se vinculam ao seu local de trabalho, pois sentem insegurança em relação ao futuro.

Albornoz (2010) questiona se atualmente o termo tempo livre diz respeito à reposição das forças para a volta ao trabalho ou abrange algo mais, incluindo o acesso à cultura. Lembra a expressão “ócio criativo”, que possibilita o convívio com as artes, a política o pensamento e o estudo, oportunizando que um camponês, por exemplo, venha a tornar-se também um intelectual. No contexto atual, a ação dos humanistas fica prejudicada pela relação dependência x desemprego, que assombra homens e mulheres. Além disso, aponta que atualmente o lazer é por muitos, considerado como sinônimo de consumismo, que vem a reforçar mais uma vez a situação de dependência.

            Bauman (2003) salienta que a modernidade e o capitalismo trouxeram uma nova face à sociedade. Se, para alguns, era o limiar do individualismo, a chance de emancipação, para outros era a coerção, o fim da vida em comunidade. A independência de uns exigia a supressão de outros, acontecimento que se efetivou a partir da revolução industrial. O autor ainda refere-se que uma necessidade exigiu que as “massas” fossem tiradas da velha rotina comunitária guiada pelo hábito, para serem sufocadas numa nova visão voltada a indústria onde reinava a repressão. Nesta realidade os velhos costumes de nada serviriam na busca de grandeza dos repressores e sim, que se criasse um novo estilo de vida mais rígido que servisse aos interesses dos industriários.

Diante do exposto, fica evidente a importância de se trazer ações que aproximem os colaboradores de seu local trabalho, a busca de um ambiente favorável em que o trabalhador se sinta acolhido e satisfeito, o que se traduz em benefícios a todos, promovendo a eficiência e prevenindo conflitos.

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