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Rio Grande do Sul

Artigo

Mercado de trabalho pós-pandemia: quais profissionais serão destaques?

por Janete Laguna - Professora dos cursos de Gestão do Senac Gravataí

Mesmo com tantos motivos para retirarem seus times de campo, muitas organizações provaram que mares agitados e tempestades violentas podem formar excelentes navegadores. Já outras não tiveram essa perspectiva, o mesmo olhar ou a mesma direção. A pergunta é, qual a diferença desses dois cenários?

De acordo com o filósofo e professor Leandro Karnal (2020) uma crise é uma necessidade de introduzir uma variável nova, quase sempre negativa, que desinstala de uma situação de conforto. Seguindo esse pensar entende-se que as organizações que não retiraram seus times de campo, foram empresas que tiveram uma gestão e colaboradores que “desinstalaram “, ou seja, saíram da situação de conforto. O mesmo autor afirma que uma crise faz com que as pessoas tenham que repensar coisas e que ao repensar, as pessoas podem mudar e dar respostas novas.

Com as constantes modificações sofridas e em novos tempos, as empresas necessitam que façam parte de suas equipes, profissionais que “desinstalem”, que estejam em constantes construções, que se apropriem de competências técnicas e competências relacionais e que sejam receptivas as constantes transformações impostas pela economia, tecnologia, natureza e sociedade, visto que as organizações não são suas paredes e sim suas pessoas. É preciso compreender que as pessoas carecem de formação.

Assim, analisando dar respostas novas é justamente o que o mercado de trabalho precisa nesse período e necessitará no futuro, considerando que “as empresas são instituições que aprendem”. Peter Senge aponta ainda em sua obra: a quinta disciplina, que as organizações aprendem apenas através de indivíduos que aprendem, portanto são esses os profissionais que se destacarão em qualquer tempo e em diversos cenários.

Outro ponto a ser considerado está relacionado à maneira com que o profissional que “desinstala” gera respostas a seus pares de trabalho nas questões voltadas as suas metas e comportamentos, de como reage mediante aos desafios acompanhados de mudanças, sua adaptabilidade e sua habilidade de trabalhar com diversos perfis de pessoas, sabendo incluir o diferente e compreender que a diferença pode trazer igualdades, transformações, qualidades e resultados positivos para seu time e para a organização.

Como complemento e já encaminhando a leitura para a conclusão, a professora destaca na Semana do Administrador uma homenagem a todos alunos e ex-alunos, do Senac Gravataí, que estão sendo ou foram preparados para ser profissionais criadores de novas respostas de modo que nossos esforços nessa formação é para que “desinstalem” nas empresas que atuam, estão atuando e que ainda irão atuar e que preencham os anseios e demandas do mundo do trabalho, sendo capazes de ser protagonistas em cenários de mares agitados e em tempestades violentas. A professora traz ainda como reflexão a afirmação de Peter Drucker: “Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho.”

* Janete é Mestranda em Educação, especialista em Educação Especial e Inclusiva, Metodologia do Ensino Superior e pedagoga empresarial.

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