Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

TRÂNSITO: UMA QUESTÃO COMPORTAMENTAL

por Claudia Rubenich - Professora Pós-Graduação em Gestão e Educação no Trânsito Faculdade Senac Porto Alegre, professora dos Cursos de Formação de Instrutores e Diretores para Centros de Formação de Condutores e Pedagoga

Dirigir veículo é uma atividade complexa, que requer habilidades técnicas e comportamentais compatíveis com os desafios do trânsito. Porém, sem nos darmos conta do ato, guiamos mecânica e automaticamente, muitas vezes com nosso pensamento voltado para atividades e compromissos do dia a dia, e assim esquecendo que não há trabalho humano que exija mais atenção, habilidade, dedicação, concentração e respeito pelo outro do que a condução de um veículo. Qualquer erro pode ser fatal.

Partindo do princípio do conceito de Direção Defensiva “dirigir de forma a evitar acidentes apesar das ações incorretas dos outros e das condições adversas”, entendemos que o ser humano erra, sendo o maior responsável pelos acidentes de trânsito, seguindo-se, em menor escala, pelo veículo e via. Um veículo, sozinho, não representa risco algum. É apenas uma peça metálica que, no momento em que está sendo guiado, passa a ter a inteligência, a alma, o sentimento e o comportamento do condutor. Possui o estilo e as características de quem o está dirigindo.

A redução do número de acidentes e segurança no trânsito está ligada à mudança de comportamento e isso requer conscientização, educação, comprometimento e responsabilidade de todos os envolvidos no processo: condutor, pedestre, ciclista, motociclista, agentes fiscalizadores e normativos, autoridades, governantes, instrutores de autoescola, educadores, imprensa, empresas, enfim, todos aqueles que fazem parte do contexto trânsito.

Trânsito é comportamento, é técnica e atitude. Dirigir com segurança é observar, analisar e prever situações. Hoje, com todas as informações a que temos acesso, se acidenta quem não acata normas e regras de circulação e conduta ou quem é vítima de quem não cumpre as regras. Geralmente, por trás de um acidente está uma infração de trânsito. Por isso, a legislação vigente visa regular e harmonizar condutas a fim de evitar o desastre de trânsito.

No trânsito não devemos gerar polêmica, brigas, acertos de conta. Devemos sim, ser capazes de perdoar os erros e falhas; afinal, somos humanos. Para evitarmos acidentes, devemos perceber os riscos, processar as informações, tomar a decisão correta, executá-la e controlar o resultado desta decisão e, acima de tudo, nunca esquecer que as pessoas erram, já está no conceito da Direção Defensiva, mas que apesar disso é preciso evitar o acidente ou o risco.

É triste e alarmante a cada semana quando nos deparamos com os números da mortalidade e acidentalidade. Quantas vidas são ceifadas e quantas são retiradas da sociedade produtiva, ficando dependentes de familiares, de cuidadores, presos a uma cama, já que seu corpo não obedece mais. Educadores, CFCs, fiscalizadores, DETRAN, imprensa, fazem um trabalho de conscientização, porém, repito: trânsito é COMPORTAMENTO. O que está em jogo é “o que cada um faz com a informação que recebe”, e nisso, nós educadores, técnicos, não temos acesso.

Certa vez ouvi uma frase e passei a usá-la, “Para mudarmos o resultado, temos que mudar os procedimentos”. É possível a redução de acidentes e sinistros; porém, cada um deve repensar e mudar seu comportamento no trânsito. A responsabilidade é de todos nós.

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