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Artigo

Monitoramento de Redes Sociais: Por que devemos aprender a monitorar?

por Mariana Klein Batista* - * Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora de Marketing Digital na Faculdade Senac, de Porto Alegre/RS. Diretora da Petit Mídias Sociais. Analista de Social Media na Petit Mídias Sociais.

Depois de criar uma estratégia de comunicação, decidir em que redes sociais a empresa estará presente e com que frequência serão postadas novidades em cada uma, chega o momento de colocar a campanha em prática. Ao fazê-lo, entra em cena o monitoramento, que é o conjunto de técnicas e softwares utilizados para compreender se os resultados desejados estão sendo alcançados, bem como apoiar decisões de manutenção ou alteração das estratégias elaboradas anteriormente. 

1 Monitoramento 
O monitoramento é a ponte entre a equipe de marketing digital e o público, e pode ser utilizado extensivamente pela equipe de marketing digital, fornecendo os ajustes necessários para aumentar a relevância dos canais de comunicação selecionados. Mas não é só esta equipe que pode se beneficiar dos resultados do monitoramento de redes sociais, visto que todas as informações coletadas podem ser de interesse da administração de marketing da empresa. 
O objetivo do monitoramento será, principalmente, saber o que as pessoas falam sobre a marca ou os produtos no ambiente digital. Vale lembrar que devem ser monitoradas mesmo as redes em que se optou por não criar uma presença digital. Por exemplo: a empresa não tem perfil no Twitter, mas ainda assim, essa rede deve ser monitorada. 
Com os dados coletados no monitoramento, é possível ir além dos números de seguidores conquistados e perdidos na semana, e utilizar uma abordagem mais criativa, aprendendo com quem está mencionando as palavras-chave pesquisadas e utilizando isso como insumo para decisões estratégicas. 

2 Limitações do Monitoramento de Redes Sociais 
Há duas categorias básicas de limitações quando se trata de monitoramento: pessoas e tecnologia. As pessoas são uma limitação no sentido de que suas crenças, muitas vezes, as levam a subestimar o que está sendo falado nas redes sociais. Pode parecer estranho acreditar no que está sendo dito no Twitter, por exemplo, um território considerado inóspito por aqueles que não utilizam essa ferramenta. 
Por outro lado, temos limitações tecnológicas que podem dificultar um pouco o trabalho de quem monitora as redes sociais. A principal delas é o fato de que as postagens privadas não serão coletadas pelas ferramentas de monitoramento, o que pode fazer com que muitas menções interessantes fiquem de fora das análises. 
Há, ainda, a questão de como cada rede responde à busca, por exemplo: o Facebook não permite buscar termos com limitador de aspas, o que é possível no Twitter, e que facilita quando pensamos em coletar os dados mais apropriados e “limpos” para aquele monitoramento. 

2.1 Como lidar com as limitações 
Quando se fala da limitação pessoal, uma das barreiras foi quebrada pelo processo eleitoral de 2014: as redes de televisão usaram dados do Twitter como termômetro de como os candidatos se saíram nos debates, enquanto, por outro lado, as coordenações de campanha viram algumas reviravoltas motivadas (ou acirradas) pelas opiniões dos eleitores nas redes sociais. Neste sentido, temos indícios de que, a partir de agora, os políticos como um todo estarão mais cuidadosos com sua presença digital, mesmo fora da época da campanha eleitoral. E o mesmo vale para marcas. 
Por outro lado, há ainda a questão da credibilidade das informaçõ

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