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Rio Grande do Sul

Artigo

A importância da avaliação psicológica no contexto laboral

por Tatiane de Lima - Docente

Você sabia que no Brasil o que mais gera acidentes de trabalho são os aspectos emocionais? Outro dia, li uma matéria com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde constava que 90% dos acidentes em construção civil ocorrem com homens, com mais de 40 anos e com dívidas financeiras. Até aí, esse perfil não traz nenhum impacto, ainda que devesse, por serem pessoas com idade relativamente jovem. Mas a reportagem dizia que esses trabalhadores vinham a óbito e a perícia lauda reportava que são acidentes pensados e executados, ou seja, a maioria dos casos, quando investigados, traziam à tona que eram acidentes causados pelo próprio trabalhador.

Esse dado é alarmante, pois, nas entrelinhas, parecem ser pedidos de socorro. O trabalhador endividado, não sabendo ter domínio sobre as emoções e como lidar com os fatos, vê apenas como saída a morte, deixando seus familiares seguros sob seu benefício de acidente de trabalho.

A saúde emocional do trabalhador é preditiva para funções em construção civil. Não só é preditiva como já é lei essa investigação. Por meio das avaliações psicossociais, é possível levantar aspectos da saúde emocional e psicológica do trabalhador. No entanto, não apenas a construção civil, mas também ambientes como os confinados e trabalhos em altura devem exigir a avaliação dos candidatos.

Essa lei é decorrente das normas regulamentadoras de segurança no trabalho (NR), 38 ao total, embora apenas três delas exijam que os médicos, engenheiros e psicólogos trabalhem em equipe, sendo as NRs 20, 33 e 35. Essas têm como base, respectivamente, averiguar o combate de incêndio, o trabalho em altura acima de 2 metros e em ambientes confinados, sendo que este último se entende como câmeras frias, escavações de minérios, trabalhos subterrâneos, ou seja, tudo que há pouca ou nenhuma iluminação e ventilação.

Imagine que esses trabalhos citados, por si só, exigem capacidade de controle de impulsos, agilidade, controle da ansiedade entre uma série de outras características que devem ser observadas antes do trabalhador exercer a função. Ainda assim, se faz necessário, de tempos em tempos, realizar nova avaliação para averiguar como o colaborador tem lidado com suas questões emocionais no dia a dia. É valido destacar que, no momento de uma contratação, muitos desses aspectos passam despercebidos por nós e que devemos buscar recursos para sermos mais coerentes com as leis e para com a vida.

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