Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A presença italiana nos 100 anos de Erechim

por Bruna Gorete Mazzonetto - Docente do Senac Erechim

A chegada dos italianos no Rio Grande do Sul aconteceu no final do século XIX e início do século XX. Inicialmente, a partir de 1875, os imigrantes se instalaram nas colônias de Conde D´Eu, Dona Isabel, Caxias, Alfredo Chaves, Cotiporã e Encantado, e a partir de 1887 na Colônia Silveira Martins. Foram aproximadamente 74 mil italianos que ingressaram no Rio Grande do Sul naquele período. A elevada natalidade das famílias italianas gerou a migração interna, fazendo com que os filhos dos imigrantes buscassem colônias novas, locomovendo-se para a região do Alto Uruguai. A demarcação das terras do espaço, que viria a ser a Colônia Erechim, iniciou em 1904, mas foi em 1910 que oficialmente começaram a chegar os migrantes das colônias velhas.

O Governo Estadual havia nomeado duas companhias colonizadoras para a Colônia Erechim: a ICA e a LUCE ROSA. A primeira instalou famílias judaicas em Quatro Irmãos e Erebango e a segunda instalou famílias de outras origens em Erechim, Gaurama, Mariano Moro, Três Arroios, Severiano de Almeida e Aratiba. As famílias de origem italiana eram as que predominavam. Entre 1916 e 1926, a LUCE ROSA acomodou mais de 1.100 famílias, sendo 700 de origem italiana, 325 alemã, e o restante de outras etnias.

O trabalho, que movia a vida dos colonizadores, se deu principalmente por meio da agricultura. Havia o trem que auxiliou no desenvolvimento da região. Igrejas e escolas foram construídas. As atividades do comércio começaram a se desenvolver, indústrias surgiram e clubes e entidades movimentavam a vida social de Erechim. Em 1918 Erechim se emancipou, desmembrando-se do município de Passo Fundo. A denominação Erê-chim é a atribuição feita pelos indígenas a um lugar onde havia um campo pequeno, local que foi transformado pela chegada de um misto de etnias.

Sem dúvida, a contribuição dos colonizadores italianos teve grande importância no desenvolvimento de Erechim e da região Alto Uruguai. No aniversário de 100 anos do município, seus descendentes perpetuam o legado de seus antepassados por meio do trabalho e de hábitos da cultura italiana. O aniversário é um momento para recordar, mas principalmente para projetar possibilidades que a história traz nos dias de hoje e para o futuro: o cultivo da italianidade através do idioma e do resgate das origens pode aproximar oportunidades.

Referência: Livro “Vozes – Sentimentos Construções, Colonização Italiana no Alto Uruguai Gaúcho” de Neusa Cidade Garcez (2009)

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