Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Vulnerabilidade Social e Escola

por Amanda Leppa - Orientadora Educacional

O conceito de vulnerabilidade torna-se mais complexo quando este adentra o espaço escolar. Afinal, como lidar com as diferentes realidades que ali se encontram? Como verificar a disposição para uma possível vulnerabilidade que pode derivar de fatores econômicos, psicológicos e sociais? Como a escola verifica e procede em meio a situações que ultrapassam os muros da escola?

A escola deve ter um olhar atento à presença da vulnerabilidade, pois os reflexos serão encontrados no modo de agir, pensar e nas respostas dadas na situação de aprendizado. A escola é continuidade do lar de cada criança ou jovem. Está em situação de vulnerabilidade social aquele aluno que não apresenta sinais de recursos diante de situações consideradas naturais ao ser humano, quando não possui capacidade para lidar com os riscos comuns a vida escolar e social. Segundo a autora:

Os primeiros trabalhos ancorados na perspectiva da vulnerabilidade social foram desenvolvidos, motivados pela preocupação de abordar de forma mais integral e completa não somente o fenômeno da pobreza, mas também as diversas modalidades de desvantagem social. (ABRAMOVAY, 2002, p. 28)

Segundo as autoras Cinthia Paes de Carvalho e Patrícia Monteiro Lacerda (2010) desde os anos 60, estudos internacionais trouxeram evidências empíricas irrecusáveis, do ponto de vista estatístico, sobre a forte associação entre origem social e desempenho escolar dos alunos, deixando claro que os fatores extraescolares não respeitam os muros da escola e perseguem os alunos em situação social mais vulnerável nos pátios e nas salas de aula.

A escola pode ser entendida como uma continuação do lar de cada aluno e não pode se restringir apenas ao ensino de conteúdo. Precisa contribuir para o desenvolvimento do sujeito como cidadão, reforçando caráter e valores com plenitude. Quando um educando não possui um bom desempenho ou quando não consegue contemplar bons relacionamentos interpessoais no ambiente escolar, qual o papel da escola e dos educadores? Bater os ombros e tornar aquela situação inerente ao processo de aprendizado?

Não. Pois não podemos ignorar o fato de que todos que permeiam o ambiente de ensino acabam suprindo necessidades afetivas e sociais, que a família, por muitas vezes, não consegue atender com sucesso, ou seja, é evidenciada a necessidade da afetividade como processo de construção entre educador e educando. O professor precisa estar consciente dos processos conflituosos que poderá encontrar, observando, intervindo e utilizando métodos teóricos e práticos que possibilitem uma interação com afeto e respeito.

 

ABRAMOVAY, Miriam. Juventude, violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para políticas públicas. Brasília: UNESCO, 2002.

CARVALHO, Cynthia. LACERDA,Patrícia. Intersetorialidade e Vulnerabilidade

Vulnerabilidade, Intersetorialidade e Educação.2010.Disponível em:http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/17111419Vulnerabilidade.pdf

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato
Top of mind 2018
Top de marketing ADVB 2018
Great Place to Work 2018
Top Ser Humano 2018
Melhores em Gestão 2018