Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

E-trash

por KORÁLIA MEDEIROS - TECNÓLOGO EM MARKETING

E-trash – Gestão de Resíduos Eletrônicos 

 

Com as crescentes transformações tecnológicas e utilização cada vez maior desses recursos percebe-se que as tecnologias são continuamente substituídas. Até 2021, segundo a ONU (2015), especialistas preveem um crescimento de cerca de 52,2 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos. Os equipamentos eletrônicos normalmente constituem-se por placas e circuitos, cabos, plásticos, computadores e disjuntores, equipamentos de visualização, como telas de CRT e de LCD, pilhas, baterias, meios de armazenamentos de dados, dispositivos luminosos, resistências, sensores e conectores. Além disso, as substâncias presentes nos resíduos eletrônicos que são consideradas mais problemáticas do ponto de vista ambiental e da saúde humana são os metais pesados. De acordo com (MATTOS et al., 2008), com os avanços tecnológicos o ciclo de vida dos equipamentos de informática diminuíram, o que propiciou o acúmulo de resíduos eletrônicos. Uma pesquisa realizada na Escola Senac Comunidade, mostra que em média a maioria dos jovens entre 14 e 24 anos trocam de celular a cada 1 ano. Aparelhos celulares, tablets, computadores está cada vez mais presente na vida das pessoas desta geração. São grandes os impactos gerados ao meio ambiente em virtude da mudança de comportamento da sociedade. 

Com intuito de oferecer caminhos diferentes para a resolução dos problemas causados pela falta de gestão de resíduos, o Projeto E-trash, criado pelos próprios alunos da Escola Senac Comunidade propõe através de reflexões, discussões e pesquisas elaborar ações capazes de auxiliar as pessoas, jovens alunos e colaboradores a refletirem sobre suas ações diárias que causam impactos ambientais, a fim de minimizar tais impactos e fortalecer essa corrente em prol de ações mais saudáveis, sustentáveis, de forma criativa e inovadora. Destaca-se o auxílio do programa 4R's do Senac RS: Reeducar, Reduzir, Reciclar e Reutilizar. As empresas de comércio, bens, serviços e turismo são convidadas a estabelecerem uma parceria com o Projeto. Tais ações acontecem no formato de palestras, mobilizações envolvendo a comunidade local e empresas parceiras, e várias outras práticas que tem o intuito de multiplicar os conhecimentos que envolvem responsabilidade ambiental e consequentemente provocam atitudes sustentáveis relacionadas ao descarte correto de resíduos eletrônicos. Todos os resíduos são doados para a cooperativa Paulo Freire. 

 

 

REFERÊNCIAS: 

MATTOS, K. M. C. ; MATTOS, K M. da C .; PERELES, W . A Logística Reversa 

como alternativa de minimizar os Impactos Ambientais causados pelo Lixo 

Eletrônico. In: Handson Claudio Dias Pimenta. (Org.). Sustentabilidade 

empresarial: práticas em cadeias produtivas. 1ed.Natal-RN: Editora do IFRN, 

2010, v. 1, p. 171-188. 

PROTÁSIO, P . Montanhas de lixo digital. Revista Época , N. 343, 12/2004. 

Disponível em: 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG67907-6014,00-MONTAN 

HAS%2BDE%2BLIXO%2BDIGITAL.html (acessado em: 26 de junho de 2018) 

 

ONU. Agenda 2030. Plano de Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável. 2015. 

Disponível em: http://www.agenda2030.com.br/sobre/ (acessado em 26 de junho de 

2018) 

 

RODRIGUES, A. C.. Impactos socioambientais dos resíduos de equipamentos 

elétricos e eletrônicos: estudo da cadeia pós-consumo no Brasil. Santa Bárbara 

do Oeste, SP. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Engenharia, Arquitetura 

e Urbanismo da UNIMEP, 2007, p. 303 

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato
Top of mind 2018
Top de marketing ADVB 2018
Great Place to Work 2018
Top Ser Humano 2018
Nós apoiamos o Pacto Global
Melhores em Gestão 2018