Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A Importância do Plano de Trabalho Docente

por Pâmela Freitas Fagundes

O plano de trabalho docente é referência quando se trata de organização do trabalho que pretende ser executado. Como em qualquer ambiente de trabalho, o ambiente de sala de aula também deve ser organizado, havendo planejamento daquilo que será desenvolvido ao longo do curso ou disciplina.

Na visão de Coaracy (1972), planejar é um processo contínuo que se preocupa com o para onde ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto às necessidades do desenvolvimento da sociedade, quanto as do indivíduo. Por isso o diagnóstico no primeiro momento deve obter o máximo de informações sobre o nível de conhecimento, o perfil e a realidade dos alunos, o rendimento deles durante as atividades propostas, é a forma de se inteirar e perceber o que deve ser seguido ou não, no plano de trabalho docente.

Guimarães (2009), relata que o mais importante é saber (re)planejar sempre, estabelecer prioridades e, principalmente, nunca deixar de levar em conta as características e necessidades de aprendizagem dos estudantes. Existem alguns elementos que devem ser seguidos como a Periodicidade, Conteúdos estruturantes, básicos e específicos, Justificativa Encaminhamentos metodológicos, Recursos didáticos, Avaliação e as Referências bibliográficas.

Para Libâneo (1994), o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto educacional. A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais.

Para Gazola (2012), ter um plano detalhado que registre seus objetivos, a matéria que será trabalhada, o material utilizado, o que será feito e quanto tempo vai levar, proporciona uma organização que pode ser a diferença entre uma aula bem sucedida ou não.

Freitas (2009), explica que o planejamento inicial é feito sem que o docente conheça seus alunos. É com a interação e com o próprio tato que o educador vai perceber o que vai manter ou não. Guimarães cita Benigna Freitas (2009), que relata que é com essa prática que o profissional consegue ter noção dos limites da flexibilidade do planejamento. Ele deve se perguntar se sua explicação surtiu efeito e os objetivos foram alcançados. Se não foram, cabe cogitar alguma alteração de rota. Mesmo com as possíveis mudanças e obstáculos que possam surgir, a reflexão permanente do que se vem sendo aplicado em aula, comparando com aquilo que foi almejado durante a elaboração do plano de trabalho docente, dão a oportunidade de se concretizar o trabalho, oportunizando expressões e orientação de novas ações.

Guimarães (2009), afirma que é importante que haja uma avaliação constante do processo de ensino, com o educador sempre alerta para diagnosticar obstáculos encontrados e medir o ritmo de avanço das atividades sobre os temas programados.

Ainda sobre o acompanhamento do plano de trabalho docente, Fujikawa (2013), relata que este permite ainda análise sobre o que se realiza, assim como movimentos de projeção visando potencializar processos de ensino e aprendizagem, esclarecendo as intenções educativas da escola.

 O plano é a previsão, a expectativa de um bom trabalho, porém sujeito a erros e possíveis alterações em seu percurso.

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