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Artigo

Doença de Alzheimer: compreender é fundamental para um melhor convívio

por Anna Paula Mallet - Enfermeira

Setembro é o mês da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer. Atualmente, sabe-se que a doença é a principal causa de demência no mundo, sendo responsável por 50 a 80% dos casos. Como estamos vivendo um aumento progressivo da população idosa, a doença de Alzheimer vem se tornando cada vez mais prevalente. A projeção mundial da Alzheimers Disease International é de que 46,8 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência. Os dados ainda estimam que esse número quase dobrará em 20 anos, chegando a 75 milhões em 2030. 

A doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra e neurologista alemão Alois Alzheimer, através de um estudo de caso de uma paciente com 51 anos. Ao estudar o cérebro desta paciente encontrou atrofia generalizada de células no córtex cerebral, local relacionado às habilidades intelectuais, devido ao acúmulo de proteínas que causam a morte de neurônios. Comparou as alterações encontradas com cérebros de idosos, só que em maior quantidade e mais acentuadas no hipocampo (estrutura responsável pela formação da memória). 

Mas você sabe como identificar os sinais e sintomas desta doença? 
A perda de memória, principalmente a recente, e a confusão mental são os sinais mais comuns e perceptíveis na Doença de Alzheimer, mas não são os únicos. A mudança de personalidade é outro dado marcante relatado pelas famílias, como apatia, perda da capacidade de se orientar no espaço e no tempo, dificuldade de pensar e compreender, invenção de coisas, dificuldade de concentração. Distúrbios da linguagem, como dificuldade de encontrar palavras e repetição sem sentido das próprias palavras, são muito comuns. Transtornos psicológicos, como ansiedade, irritabilidade, agressão, paranoia e sintomas depressivos também podem estar presentes. 

O Alzheimer tende a evoluir de forma progressiva e irreversível, com deterioração cognitiva e da memória, levando a dificuldades funcionais cada vez maiores e tornando o indivíduo cada vez mais dependente da ajuda de familiares ou cuidadores. Em fases mais avançadas, o paciente pode apresentar dificuldades de locomoção, alimentação e fala. 
 

E como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico requer uma avaliação médica objetiva e detalhada de um declínio cognitivo que interfira na vida cotidiana do paciente. Primeiramente, busca-se excluir outras causas para os sintomas, através de testes, exames laboratoriais e de imagens cerebrais. 
 

Você deve estar se perguntando: e tem cura? 

Infelizmente ainda não há nenhuma terapia disponível capaz de interromper a evolução da doença, mas ela pode e deve ser tratada, visando à promoção de uma maior autonomia e independência funcional pelo maior tempo possível. Conhecer a doença de Alzheimer, compreender e aceitar o familiar que passa por esta situação, é fundamental para um melhor convívio familiar e qualidade de vida de todos. 


Ficou preocupado? Tem história familiar de demência? Calma, tem prevenção! 
Estudos relacionam a baixa escolaridade com o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, sugerindo que a execução de atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais, aumentam o número de conexões criadas entre os neurônios. Estes novos caminhos criados ampliam a possibilidade de contornar as lesões cerebrais, sendo necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, a melhor maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida. 

Fonte: 
Ministério da Saúde. 
http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/mal-de-alzheimer 

Academia Brasileira de Neurologia. Alzheimer: a doença do século. http://abneuro.org.br/clippings/detalhes/366/alzheimer-a-doenca-do-seculo 

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