Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

por Francine Schievenin - Nutricionista e Docente do Senac Bento Gonçalves

Os sintomas são muito semelhantes a outros distúrbios digestivos, fato que contribui muitas vezes para um diagnóstico equivocado sobre a verdadeira presença de intolerância à lactose. A presença e a intensidade dos sintomas dependem de muitos fatores, incluindo a quantidade de lactose consumida, tempo do trânsito intestinal, idade e origem genética do indivíduo. Se você tem algum desses sintomas todas as vezes que consome algum tipo de lácteo, você pode ter intolerância à lactose. Pela ordem de prevalência: dor abdominal (100%), distensão intestinal (100%), ruídos estomacais (100%), flatulência (100%), náusea (78%), vômitos (78%), diarreia (70%) e constipação (30%).

Outro conceito importante: existem vários graus ou níveis de intolerância à lactose, que podem variar muito de uma pessoa para outra. Algumas pessoas notam seu direto efeito após a ingestão de pequenas quantidades de lactose, enquanto outros têm um limiar mais elevado e é mais difícil de perceber a relação causa-efeito. Algumas pessoas permanecem assintomáticas por toda a vida, caso não excedam determinada quantidade de lactose por dia. Há também pessoas que conseguem tolerar queijo perfeitamente (queijo curado contém pouca lactose) ou iogurte (em que parte da lactose tornou-se ácido láctico devido à ação de bactérias), mas mostram sintomas claros assim que bebem um copo de leite.

Cada pessoa precisa saber qual é o seu nível de tolerância e, nesse sentido, é importante saber quanto de lactose diferentes alimentos contêm naturalmente. A sensibilidade também pode mudar ao longo do tempo e com o estado geral de saúde da pessoa. Um episódio de diarreia aguda causada por uma infecção pode reduzir temporariamente os níveis de lactase e aumentar a sensibilidade à lactose por um curto período de tempo. Em geral, podemos classificar os diferentes níveis de intolerância com base na quantidade de lactose tolerada por dia, como segue:

Se a intolerância à lactose não é detectada e diagnosticada, os problemas digestivos poderão ferir a mucosa e a flora intestinal e, em longo prazo, podem alterar a permeabilidade intestinal e permitir que algumas substâncias de tamanho considerável entrem na circulação sanguínea, produzindo uma série de problemas alérgicos ou inflamatórios, bem como outras condições com sintomas múltiplos e não-específicos, como: alergias em membranas e mucosas (nos olhos, boca e nariz), eczemas em qualquer parte do corpo, asma, muco, halitose, cansaço, falta de concentração, propensão para infecção, resfriados e dor nas articulações.

Vale a pena destacar que as pessoas diabéticas devem tomar cuidado ao consumir leite e outros lácteos com baixo teor de lactose, pois o procedimento para baixar o teor de lactose exige a aplicação da enzima lactase, que transforma a lactose em glicose e galactose. Como os diabéticos devem evitar o consumo de produtos com glicose é preferível que eles consumam o leite normal, pois a lactose não eleva o nível do açúcar do sangue tão rápido quanto a glicose do leite sem lactose. 

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