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Rio Grande do Sul

Artigo

O que é ser um Técnico em Segurança do Trabalho?

por Thiago Luís Mayer - Docente do Senac Bento Gonçalves

Algumas confusões ou pensamentos errôneos aparecem quando tratamos da função do Técnico de Segurança do Trabalho – TST - nas empresas e na sociedade. Na visão da maioria das pessoas, este profissional tem uma função curativa e sem nexo, sanando os problemas depois que aconteceram e causaram danos. Porém, a sua real função deve ser sempre em caráter preventivo e corretivo, evitando que aconteçam os problemas e seus danos, trabalhando de modo curativo somente nos casos que a prevenção planejada e executada falhe. Neste texto teremos uma breve explanação sobre o que entendemos ser um TST.

Acredito não ter sido o único TST a ser questionado quanto ao fato de andar armado ou não. Isso ocorre porque a profissão seguidamente é confundida com o vigilante ou segurança privado. Além disso, muitos têm a ideia de que o profissional não precisa treinar ou estudar e que basta aplicar as Normas Regulamentadoras - NRs, ou que não precisa entender de pessoas e seus problemas, ou ainda que o TST só precisa entregar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e aplicar advertências pelo não uso dos mesmos.

Infelizmente, algumas empresas pensam que o TST não tem importância nas decisões da empresa. Ledo engano, talvez provocado pela falta de informação sobre esta profissão tão relevante para a sociedade. Devemos mudar essa visão e essa mudança deve começar conosco. A partir disso passaremos a ser vistos como um profissional realmente técnico de segurança do trabalho.  Devemos começar a trabalhar a real função do TST que é fazer prevenção, evitando problemas e danos.

Aplicar advertência é função de chefia ou de gerência, uma vez que eles são os responsáveis legais pelos funcionários que estão sob seu comando. O TST tem por função a elaboração e implementação da política de segurança e saúde no trabalho, a realização de auditorias, acompanhamento e avaliação da área, a identificação de variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente e o desenvolvimento de ações educativas na área, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações.

Devemos sempre acompanhar os processos produtivos e levantar melhorias, provando que o Técnico em Segurança do Trabalho pode e deve dar lucro à organização por meio de investimentos certos e confiáveis, que eliminem riscos ocupacionais e deem maior produtividade aos processos.

Devemos criar a cultura de que a Saúde e Segurança do Trabalho - SST fazem parte da gestão da organização e que o investimento nessa área traz bons rendimentos ou evita prejuízos desnecessários. Como exemplo, podemos citar uma causa judicial envolvendo a área que venha a ser perdida e pode levar dos cofres da empresa valores astronômicos, abrindo precedentes para outras causas judiciais similares que também levarão a sua parcela de valores, valores estes que poderiam ser utilizados em prevenção.

O TST deve ser um profissional em constante evolução. Ele precisa se atualizar, treinar e estudar muito para aumentar o seu leque de oportunidades. Outro fator importante na profissão é o fato de que o TST faz a diferença na empresa, ele deve ser sempre presente e ativo, deve saber dialogar e negociar, procurando entender as pessoas. Como diz Nilson Airton Lauksen, atual presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Rio Grande do Sul, e um dos TSTs mais ativos e geniais que conheço: “TST é gente que gosta de gente”.

O profissional de Segurança do Trabalho deve ter paixão pelo que faz e tem que entender que mesmo que o outro não compreenda a sua atitude ao cumprir uma legislação ou fazer a coisa certa para a prevenção, essa ação é para o bem de todos os envolvidos sendo, ao meu ver, a maior ação social do prevencionista para com a sociedade como um todo.

Pense: “Treinamento é a base da prevenção.”  

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